A área do Centro Esportivo do Socorro recebeu ontem mais um grupo de representantes do Sesc São Paulo. Quem esteve na cidade desta vez foi uma comissão de conselheiros regionais do Sesc, cuja participação é de fundamental importância no processo de prospecção de novas unidades da rede. Tida como a mais relevante de todas as visitas até então, esta pode ser uma das últimas etapas antes da oficialização da vinda de um Sesc para Mogi. Nenhum vereador, novamente, participou da vistoria e a Câmara deverá fazer ainda uma consulta popular para saber a opinião dos mogianos em relação à doação da área do Centro Esportivo do Socorro para a instalação do Sesc (leia mais na página 5).
Durante a vistoria de ontem, o grupo foi recebido pelo secretário municipal de Cultura, Mateus Sartori, que, assim como na última vistoria, fez uma apresentação da área, das imediações e da cidade de uma forma geral. Novamente a comissão saiu com a certeza de que o local tem plenas condições de abrigar a estrutura e as atividades de um Sesc.
Membro do Conselho Regional do Sesc e representante do órgão junto ao Conselho Nacional do Sesc, Ivo DallAcqua falou em nome dos conselheiros presentes. "Quando chegamos nessa etapa, de uma visita da comissão de conselheiros, é porque a questão técnica já está praticamente equacionada. Mogi tem toda condição de receber uma unidade do Sesc, que é voltada aos profissionais do comércio, porém que também atende a toda a comunidade", destacou.
DallAcqua explicou que um relatório, baseado no que os conselheiros presenciaram hoje, será levado à apreciação e votação do Conselho e, havendo a aprovação, terá início a parte jurídica, para oficializar a doação da área ao Sesc. A Prefeitura já está mobilizada no sentido de viabilizar a doação da área e, segundo o secretário, Mateus Sartori, um dos instrumentos jurídicos mais cotados nesse tipo de situação é o comodato.
O conselheiro destacou que a vinda, a princípio de uma unidade provisória, seria uma grande vantagem para a cidade, pois já traria, em curto prazo, a programação do Sesc. Ressaltou, contudo, que o Sesc não pode fazer nenhum tipo de investimento antes que a área esteja oficialmente doada. O representante do Conselho Regional não estipulou prazos, porém, a expectativa, caso não apareçam grandes empecilhos, é de que em um ano uma unidade provisória já poderia ser uma realidade.