Os motoristas que passam pela rua Vinte e Sete de Outubro, no centro de Suzano, precisam ficar atentos aos buracos, que se tornam grandes armadilhas em uma via estreita e de tráfego intenso. Segundo relatos dos munícipes que passam frequentemente no local, o asfalto está danificado há meses e nenhuma providência é adotada para minimizar os transtornos que se agravam com o acúmulo de água naquela região.
Os obstáculos causam lentidão no trânsito, já que os motoristas precisam quase parar o veículo para conseguir passar pelas depressões na pista. Quem utiliza o local como trajeto também nota que a camada de asfalto já foi completamente destruída em alguns trechos, onde o paralelepípedo já está exposto.
No caso dos ciclistas, é necessário descer da bicicleta e empurrá-la, para não correr o risco de sofrer uma queda. Essa situação foi flagrada pela reportagem do Dat quando viu a ajudante geral Léia Rocha, 33 anos empurrando sua bike. "Para mim está difícil passar aqui, mas com certeza os carros também sentem dificuldade. Sem contar que há o risco de acidentes, porque essa rua é bem movimentado", avaliou.
O operador de máquinas Jair Jonatas, 30, já sofreu prejuízos por conta dos buracos encontrados nas ruas da cidade e apontou os riscos de acidentes no trecho. "É muito perigoso, principalmente para quem passa de moto", frisou.
Já o advogado Otávio Oda, 40, que passa por lá todos os dias, conta que a pista está há meses na mesma condição. "Só de ver a dificuldade que os carros têm para passar, já se nota os riscos.", avaliou, lembrando de uma grande obra que foi concluída há pouco tempo na região. "Na época da construção tinha muita água. Agora, a água baixou, mas ficaram os buracos".
O motorista Oséias Cavalcanti, 40, também alertou para a ameaça à segurança das pessoas. "É perigoso porque tem trechos em que os motoristas precisam fazer 'zigue-zague' com o carro, como acabou de acontecer ali", disse o entrevistado, apontando para um veículo que precisou invadir a contramão para desviar da depressão.
O trecho crítico fica bem na esquina da rua Vinte e Sete de Outubro com a Expedicionário Cabo Katsuo Miyazato. Os munícipes atribuíram a causa do problema ao tráfego intenso de caminhões que precisou circular na via durante as obras de um grande empreendimento que foi construído no local. No entanto, o proprietário do prédio, Jurandir Bianchi, esclareceu que os danos do asfalto já são antigos e garantiu que não tem relação com a construção. "O único problema que temos ali é a questão do acúmulo de água, que já está sendo resolvido junto à Prefeitura", afirmou o empresário.
A Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação informou que a manutenção da via será executada junto ao cronograma da Operação Tapa-Buraco, que teve início no mês passado. A pasta ainda lembrou que o serviço está condicionado a uma obra de drenagem do empreendimento imobiliário que foi construído naquela rua.