O projeto que prevê reajuste de 4,75% para os servidores públicos municipais - parte deles atualmente em greve -, foi aprovado na noite de ontem na Câmara de Suzano, em meio a um tumulto formado próximo ao vidro que separa os vereadores do público. 
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da cidade, Cláudio Aparecido dos Santos, o Ted, por volta das 19h30, ele estava indo para o Hospital Santa Maria fazer um curativo, por ter ficado ferido na confusão e, posteriormente, seguiria para a Delegacia Central onde registraria um boletim de ocorrência sobre o fato. "Eu fui agredido pela GCM (Guarda Civil Municipal). Eu e mais dois, quando chegamos perto do vidro durante a votação. Jogaram gás de pimenta inclusive no público", descreveu.
Em nota, a assessoria de Imprensa da Câmara não se manifestou sobre o tumulto e comentou apenas a aprovação do projeto a respeito do reajuste salarial dos servidores do Executivo e do Legislativo.
De acordo com a assessoria, o projeto de lei que trata sobre os salários dos funcionários da prefeitura sofreu alteração da proposta original feita pelo prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR). Desta forma, o percentual de 4,75% será pago em duas vezes (primeira parcela a partir de 1º de março e a segunda a partir do dia 1º de novembro) e não mais em três vezes, conforme havia sido inicialmente proposto.
Essa alteração foi feita pelo Executivo através de uma emenda que foi votada em regime de urgência.
O Legislativo suzanense esclareceu que votou o projeto do Executivo porque foi informado pela administração municipal sobre a realidade financeira da cidade. Além disso, os vereadores também levaram em consideração que o percentual de 4,75% corresponde à variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período de março de 2016 a fevereiro de 2017, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A Câmara ressaltou que "segundo explicaram todos os parlamentares, o Sindicato dos Servidores da cidade não havia procurado a Câmara antes do protocolo do projeto da Casa. Os vereadores também fizeram questão de esclarecer boatos que alguns membros do Sindicato estão espalhando aos funcionários públicos em relação ao aumento salarial dos parlamentares. A Casa de Leis suzanense seguiu a lei complementar nº 25, de 2 de julho de 1975, a Constituição Federal, que determina que 'as Câmaras Municipais fixarão o subsídio dos vereadores no final de cada Legislatura para vigorar na subsequente, observados os critérios e limites determinados na presente Lei Complementar'. Ou seja, o aumento do subsídio dos atuais vereadores foi aprovado na Legislatura passada, mais especificamente em maio de 2016. Outra informação que o Sindicato não explicou corretamente aos trabalhadores é que o reajuste é válido pelos quatro anos do mandato".
Prefeitura
Segundo a Secretaria de Segurança Cidadã, um grupo de pessoas ligadas ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Suzano tentou invadir o plenário esmurrando o vidro da galeria da Câmara. Com isso, os Guardas Civis Municipais (GCMs) que estavam no local, no estrito cumprimento do seu dever legal, postaram-se em defesa do patrimônio público e utilizaram a força necessária para conter os ânimos. Depois disso, a situação foi controlada.