Você já pensou em correr uma maratona de 300 quilômetro sem parar? Esse foi o desafio do atleta mogiano Alex Munarim, que participou da ultramaratona de Minas Gerais, no mês passado, ao lado de outros 25 corredores, e conseguiu a segunda colocação após 51 horas ininterruptas de corrida. O desafio foi concluído por apenas 18 participantes, sendo apenas um representante do Alto Tietê.
Segundo Munarim, a ultramaratona, considerada a maior do Brasil, foi realizada entre os dias 21 e 23 de abril, na estrada Real de Tiradentes a Passa Quatro. "Tive a felicidade de receber o convite da academia Ultra Runner para participar de um projeto- piloto. A meta era correr 300 quilômetros sem parar e o tempo máximo previsto para que todos concluíssem era de 70 horas".
Após aceitar participar, o atleta iniciou sua preparação especial de treinos e alimentação, além de organizar sua equipe de apoio, que ofereceu o suporte necessário durante o percurso. "Resolvi encarar de peito aberto pois seria de extrema importância para mim. Após toda a preparação chegou o grande dia e partimos para o desafio. Corri cerca de cinco quilômetros e várias vezes alguns atletas, inclusive eu, ficamos perdido pelas ruas. Fomos nos encontrando e entendo como a prova funcionava. Nesse momento impus meu ritmo e fui embora correndo com um aqui, com outro ali que, por sinal, após o término da disputa, hoje viraram meus novos amigos", detalhou.
Após 50 horas correndo sem parar, sem dormir, comendo e bebendo durante a prova e com seis quilos a menos, o mogiano concluiu o desafio. "Ainda estou em êxtase total. Primeiro por ter completado a prova, segundo por ter recebido o convite para ser um dos ultras pioneiros, terceiro por acabar a prova na 2ª colocação geral no tempo de 51 horas ininterruptas e, por fim, que pra mim é um dos pontos mais importantes, que é ter o reconhecimento de amigos e até de pessoas que eu nem se quer conheço", avaliou.
Parceiro inusitado
Durante a maratona, uma companhia inusitada. Um cachorro vira-latas seguiu Munarim por 70 quilômetros. "Ele correu o tempo todo do meu lado e com a língua de fora. Minha equipe de apoio parou para dar água e comida para ele também. Em um determinado ponto, chegamos em uma balsa e tivemos que atravessar. E advinha o que ele fez ? Pulou na água e começou a seguir a balsa. Depois o colocaram na balsa e fizemos todos a travessia, mas infelizmente, ele não conseguiu acompanhar e parou na próxima cidadezinha", relatou.