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O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Suzano afirma que ainda não recebeu propostas para as reivindicações apresentadas à prefeitura. Portanto, a greve marcada para a próxima segunda-feira está mantida e será suspensa apenas se alguma proposta for apresentada e aceita pela categoria, segundo informou o presidente da entidade Cláudio dos Santos, o Ted.
Além dos serviços públicos administrativos, a paralisação também poderá gerar impacto nas redes municipais de saúde e de educação. Ainda não é possível estimar quantos servidores devem aderir a greve, mas a expectativa é que a maioria participe.
O sindicato apresentou uma pauta com 54 itens e, entre essas reivindicações está o pedido de reposição da inflação de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), uniformes, equipamentos de segurança, além do reajuste de 4,75% a ser dividido em três ocasiões (março e outubro de 2017 e fevereiro de 2018), e aumento no vale-alimentação (o primeiro em quatro anos) de R$ 25 para os servidores, além de acréscimo na cesta básica em R$ 10. "Estamos reivindicando também 10% de aumento real, mas essa questão ainda é negociável. O problema é que estamos desde o início do ano em conversa com a administração e não recebemos nenhuma contraproposta até agora", disse o presidente do sindicato, lembrando que a data base dos serviços foi dia 1º de março.
Ted lamentou a falta de avanços nas negociações e lembrou que a prefeitura também pediu que o sindicato esperasse mais dez dias para iniciar a greve, mas o pedido não foi aceito durante a assembleia realizada na última segunda-feira,. Na ocasião, cerca de 700 servidores participaram do ato em frente da prefeitura.
"Se até o dia 15 a prefeitura apresentar uma proposta e for aceita na assembleia, a greve pode ser suspensa. Caso contrário, mantemos a paralisação por tempo indeterminado", afirmou, lembrando dos impactos que o ato pode gerar aos munícipes: "Temos quase 5 mil servidores que precisam de seus salários e todos foram avisados e convocados a participarem. Para a população é um transtorno imensurável se pararmos. No caso das creches, por exemplo, muitas mães deixam os filhos lá para poderem trabalhar e buscar seus salários. Sem ter onde deixar os filhos, elas não têm como trabalhar, sem contar a saúde pública que fica com o atendimento prejudicado. É um transtorno geral, mas é um mal necessário", avaliou o diretor.
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