O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) iniciou a reforma da impermeabilização do reservatório da Estação de Tratamento de Água (ETA) Leste, no Socorro. A obra consiste na recuperação estrutural de paredes, pisos e lajes, e reforma da impermeabilização interna das duas câmaras do reservatório, que têm capacidade para 4,5 milhões de litros e abastece os distritos de César de Souza e Sabaúna. Além da segurança estrutural do sistema, o investimento contribui para reduzir as perdas de água tratada.
"Esta obra integra um pacote de medidas de combate às perdas de água. Isso vem sendo feito pelo Semae já há alguns anos, iniciado quando o prefeito Marcus Melo (PSDB) comandava a autarquia", explica o diretor-geral do Semae, Paulo Beono Jr.
Outra reforma recente, concluída este mês e que faz parte do mesmo projeto de diminuição de perdas, é a recuperação estrutural do Reservatório Baixo 1 (RB-1), na Vila Natal. Juntos, os dois investimentos somam R$ 1,2 milhão. Maior reservatório da autarquia, com capacidade para 15 milhões de litros, o RB-1 foi inaugurado em 1972 e abastece uma área onde vivem aproximadamente 230 mil pessoas. Além da recuperação da estrutura de concreto, foi aplicado um novo revestimento impermeável no interior do reservatório.
Mogi das Cruzes fechou o ano de 2015 com 48,8% de perdas relacionadas não apenas a vazamentos, mas também a ligações clandestinas/furto de água e hidrômetros antigos que não registram corretamente o volume consumido. O índice vem caindo gradativamente, graças aos investimentos. O percentual de perdas relativo a 2016 está sendo consolidado junto ao Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).
Entre esses investimentos está a Setorização do Distrito de Brás Cubas, que consiste na subdivisão da rede do distrito em sistemas menores. Esta organização agilizará as manutenções, diminuirá as perdas e facilitará a tomada de decisão no direcionamento de novos investimentos, pois permitirá a comparação dos dados entre os setores.
Há ainda as ações de fiscalização do Departamento Comercial para identificar ligações clandestinas e outros tipos de fraude, bem como a correta classificação da categoria de consumo dos imóveis (residencial/comercial/industrial) que interferem no faturamento.
A autarquia também realiza um trabalho de troca de hidrômetros, o que evita perdas no faturamento. A medida atende a uma recomendação do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), órgão do Ministério Público de São Paulo, e ao Plano Diretor de Água do Município.
A substituição não tem custo para os moradores. Após cinco anos, os hidrômetros já não registram o consumo de maneira correta, e isso é um prejuízo para a cidade. Atualmente, 95% do hidrômetros tem até 5 anos de uso.