Do ano passado para este ano, os dez municípios da região registraram um crescimento do potencial de consumo acima da média nacional, chegando a R$ 1 bilhão no Alto Tietê. A informação é do diretor do IPC Marketing Editora, Marcos Pazzini, que analisou os dados revelados pela pesquisa do IPC Maps sobre o Índice de Potencial de Consumo no Alto Tietê. "Enquanto em 2016 a participação da região no cenário nacional foi de 0,74%, em 2017 será de 0,76%, o que representará mais R$ 1,01 bilhão no bolso da população da região", afirmou o diretor, mostrando que a economia começa a melhorar.
De acordo com informações da própria editora IPC, o levantamento elaborado com base em dados divulgados por instituições oficiais é utilizado, atualmente, por mais de 700 empresas, e contempla o perfil de consumo das populações urbanas e rurais dos 5.570 municípios brasileiros; dentre eles, as cidades da região do Alto Tietê. Foram analisados diversos itens que prospectam gastos comuns às famílias de todas as classes sociais nas cidades brasileiras e os resultados de 2017 foram apresentados na última semana. 
A pesquisa leva em conta vários itens como alimentação no domicílio e fora dele, bebidas, manutenção do lar, artigos de limpeza, mobiliário e artigos do lar, eletrodomésticos, vestuário, calçados, transporte, gastos com medicamentos, despesas com escola, cultura e lazer, viagens, fumo, higiene pessoal e materiais de construção.
Dados populacionais divididos por faixa etária também constam na estatística, bem como o número de empresas nas áreas da indústria, serviços, agribusiness e comércio, além do detalhamento por setores de atuação, quantidade de domicílios urbanos e rurais, consumo per capita, total do Produto Interno Bruto (PIB), extensão territorial, frota de veículos, distância da capital, crescimento demográfico e taxa de alfabetizados, entre outras variantes.
 Classes sociais
Em relação às classes sociais analisadas (A, B1, B2, C1, C2 e D/E), Pazzini afirma que especificamente, na região, houve uma "convergência" em termos de migração social. "Ou seja, domicílios das classes D/E melhoraram de posição e migraram para as classes superiores, enquanto domicílios da classe A migraram para classes inferiores", finalizou.