Todo início de ano tentamos nos comprometer com a expectativa de reavaliar e recomeçar a vida. Promessas de toda ordem: vida saudável, exercícios, economias, etc. Parece fácil para alguns, pois há o objetivo de mudar de vida, porém para as pessoas que sofrem com angústia, obsessão, depressão, pânico, pesadelo, estranheza, culpa, masoquismo, dependência, toxicomanias e com os fracassos de toda ordem, isso não é tão simples assim.
Porém, esses sintomas são o ponto de partida para quem procura um analista. Sem um sintoma poderíamos não saber que algo vai mal, é ele que faz a pessoa procurar um significado para sua dor. Quando questionados, os sintomas podem ser elaborados, decifrados.
O analista não diz que sabe do que se trata e explica para o paciente suas dores, ele diz: fale sobre o que dói. O tratamento analítico propõe para a pessoa que sofre uma interrogação sobre sua dor. Através dessas ações aquele que sofre pode percorrer um trajeto completamente novo, abrir caminhos e se posicionar no seu desejo.
Construímos a realidade a partir de nosso desejo. Não são os deveres e obrigações que criam a realidade, e sim a nossa capacidade de desejar, pois se há desejo é porque há falta, e se algo falta, faz caminhar, escrever, trabalhar, amar, viver.