Depois de cinco dias, acabou a greve dos servidores públicos municipais de Suzano. A categoria também resolveu aceitar o índice de reajuste salarial proposto pela prefeitura (4,75%), bem como o fato de não ter os dias parados descontados ao fazer compensação das horas, gradativamente. O acordo foi detalhado na manhã de ontem durante audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) 2ª região, em São Paulo, entre representantes da administração municipal e da entidade.
O presidente do Sindicato dos Servidores, Cláudio Aparecido dos Santos, o Ted, além de Eduardo Celestino dos Santos, diretor de Assuntos e Informações Sindicais, confirmaram que a proposta da prefeitura foi levada em assembleia para uma rápida votação, às 18h30, e que a maioria dos servidores acatou-a e optou pelo fim da paralisação. "A greve acabou e a categoria aceitou o reajuste. Para mim, do sindicato, existe o querer, o poder e o possível. Foi possível essa proposta. Então, nós trabalhamos para os servidores e foi o que a maioria decidiu", ponderou Ted. 
A audiência de conciliação teve início às 11 horas e terminou cerca de três horas depois, presidida pelo desembargador e vice-presidente judicial, Carlos Roberto Husek. Do sindicato foram o presidente Ted, os representantes da Comissão de Greve, Ítalo Marcos Rodrigues e Carlos dos Santos Alves, além dos advogados Roberto Fernandes Guimarães e Marcela Oliveira de Sousa. Da prefeitura, compareceram a assessora da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Manuela Natalia Souza Silva, e o procurador e secretário da pasta, Renato Swensson Neto.
A prefeitura, em nota, informou que a correção será efetuada em três parcelas: neste ano 2% em março (retroativo), 1% em julho e 1,75% em novembro. O Poder Público Municipal também propôs o aumento de R$ 15 na cesta-básica e de R$ 25 no vale-alimentação, que serão repassados em dinheiro, bem como a compensação dos dias parados com, no máximo, dez minutos da jornada de trabalho por dia.
A prefeitura se comprometeu ainda a assegurar, a partir do ano que vem, na data-base, o aumento de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), sem qualquer parcelamento, bem como um aumento real a ser definido, ficando determinada a incidência desse mesmo reajuste no vale-alimentação e na cesta-básica, a serem pagos em espécie. Agora, a prefeitura aguarda o posicionamento oficial do sindicato.