Buracos, terra, lama e muita poeira. Esses são os desafios enfrentados, diariamente, por motoristas, comerciantes e moradores da Chácara Casemiro, bairro localizado na região do distrito de Palmeiras, em Suzano. Carros atolando e com necessidade de manutenção frequente também faz parte da rotina da comunidade, que já realizou alguns mutirões para executar manutenções nas vias públicas por conta própria.
Os moradores afirmam terem visto máquinas da prefeitura trabalhando nas estradas neste final de semana, mas ainda assim a comunidade avaliou as condições das vias como precárias. Os problemas estão concentrados nas estradas Mizutami e Morais, além das ruas do Café e Caminho das Lavras. Em alguns trechos das pistas, inclusive, os motoristas são obrigados a invadirem a contramão para desviar de obstáculos.
"Vi uma máquina passando neste sábado, mas a estrada continua ruim. Estamos com esperança de que essa gestão faça algo por nós", avaliou a comerciante Isa Andrade, de 51 anos. "Tenho vizinhos que perderam automóveis aqui por conta das condições da estrada, cheia de buracos. E ainda temos mais duas situações: sofremos com a poeira em dias mais quentes e, quando chove, é muita lama", contou, lembrando que há poucos meses, uma igreja da comunidade arcou com os custos para a manutenção da pista.
O comerciante Joel Dionizio, 53, acredita que o ideal é a pavimentação. "As condições, hoje, estão péssimas. O correto é asfaltar essas estradas", avaliou. "A situação está bem precária e meu carro já quebrou aqui. É muito barro e buraco. O comércio acaba perdendo, porque muita gente deixa de vir aqui por conta da pista", contou, lembrando que também viu máquinas da prefeitura passando pelas estradas no último domingo, porém ele também alega não ter notado resultados positivos.
Outro comerciante da região, Otacílio Gomes Correa, 44, associou a necessidade de manutenção das vias pelo tráfego intenso de veículos pesados. "Aqui passam muitos caminhões e, consequentemente, fazem mais buracos. Tem trechos que não dá nem para passar. O ideal seria o asfalto", analisou. Ele ainda lembrou o fato de a população conviver com o pó da estrada. "Sofre com alergias aqui por conta da poeira. Os próprios moradores tiraram do bolso e fizeram um mutirão para arrumar a estrada, porque tem dias que nem dá para se locomover e as pessoas precisam sair para trabalhar".
A comerciante Sílvia Agostinho, 50, lembrou da estrada Dos Morais, mais conhecida como estrada Do Lago. "O nome da via faz jus ao nome, porque está cheia de água de um rio que tomou conta daquela região", explicou. Ela disse que presenciou carros caindo nas valas. "Quando a população pede o asfalto, aparece a questão de que é área de manancial e não pode ser pavimentada. Só que a manutenção não é feita e não temos um imposto diferenciado", argumentou.