Se os servidores municipais de Suzano não aceitarem a proposta de reajuste da prefeitura e declararem greve, os dias de trabalho parados poderão ser descontados ou compensados se houver acordo firmado entre as partes. A informação foi dada ontem pelo secretário de Assuntos Jurídicos, Renato Swensson Neto, e pelo chefe de gabinete Afrânio Evaristo da Silva. A possível paralisação será decidida na próxima segunda-feira.
A proposta foi protocolada oficialmente ontem ao presidente do Sindicato dos Servidores de Suzano, Claudio Aparecido dos Santos, o Ted. Nela propõe-se que o reajuste a ser aplicado para a revisão anual da classe será de 4,75%, a ser pago em três vezes, sendo 1,5% a partir de 1º de março de 2017, 1,5% a partir de 1º de outubro de 2017 e 1,75% a partir de 1º de fevereiro de 2018. Já a perda financeira, referente ao parcelamento do percentual da revisão geral anual, será apurada pela Secretaria de Planejamento e Finanças e paga em duas parcelas: 50% em 30 de março de 2018 e 50% em 30 de março de 2019. Na proposta da prefeitura, consta ainda que o vale-alimentação passará a ser de R$ 295 e a cesta básica de R$ 150.
Paralelo a isso, a administração municipal finaliza um chamamento público para oferecer aos servidores um plano de saúde com valor diferenciado, descontado em meio aos proventos. "Hoje calculamos que de um universo de 5 mil servidores, só os sindicalizados possuem plano de saúde e devem ser 900, em média. Então, isso nunca foi oferecido. E claro que pretendemos, futuramente, estar em condições de oferecer um aumento real para a categoria e não apenas o reajuste. Há cidades da região que nem reajuste poderão dar", exemplificou o secretário Swensson Neto.
Silva, o chefe de gabinete, também afirmou que a prefeitura vem dialogando com os representantes. "Inclusive, na segunda-feira estivemos com o presidente da entidade e pedimos a ele, até por meio de ofício ao sindicato, que aguardasse dez dias antes de realizar a assembleia, marcada para aquele mesmo dia, para que pudéssemos explicar a situação financeira do município e apresentar nossa proposta. Mas eles fizeram a assembleia mesmo assim".
A administração municipal esclareceu que soube que a categoria realizou, dias antes, um protesto na porta do Sindicato dos Servidores, que reuniu cerca de 150 pessoas. Nessa semana, alguns representantes também estiveram na Câmara, durante a sessão.
Ted, o presidente do sindicato, confirmou ter ido à reunião na segunda-feira, mas disse que levou a proposta dos dez dias para votação na assembleia e que, por isso, não a suspendeu. "Também estaremos em assembleia na próxima segunda-feira de manhã, para colocar em discussão a proposta de reajuste da prefeitura. Se aceitarem, tudo bem. Caso contrário, iniciaremos a greve".