Os serviços de desassoreamento do Rio Tietê chegam a Suzano em outubro e devem ser concluídos na região até junho de 2018. Ontem, os trabalhos de escavação tiveram início em Itaquaquecetuba. As informações são do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), que apresentou ontem o projeto de limpeza da bacia, que prevê reduzir o risco de inundações em 40%. Atualmente, os serviços se encontram com 26% de conclusão e estão concentrados em Mogi das Cruzes. Na ocasião, o prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR) lembrou que este é o primeiro trabalho de manutenção da autarquia estadual na cidade, depois de 20 anos.
O encontro foi coordenado pelo vereador Marcos Antônio dos Santos (PTB), o Maizena Dunga Vans, e contou com a presença do deputado estadual André do Prado (PR) e dos parlamentares de Suzano. Teve ainda a presença de vereadores de Poá e Itaquá, municípios que também serão beneficiados com os serviços de desassoreamento do rio Tietê.
Os investimentos para a execução dos trabalhos totalizam R$ 37,7 milhões. Segundo informações do gerente de engenharia do DAEE, Silvio Luiz Giudice, a autarquia prevê para este ano um orçamento de
R$ 25 milhões. Atualmente, o Estado liberou R$ 16 milhões para os serviços.
Silvio lembrou que o atraso da licença ambiental foi a principal causa dos atrasos para o início das atividades. "Prevíamos de quatro a seis meses e, infelizmente, demoraram mais de 15 meses. Também prevíamos obras simples, mas houve uma série de exigências, como revestimento da área, drenagem específica, destinação específica de material perigoso. Isso acabou atrasando e, além de tudo, o serviço fica mais caro", explicou o gerente, lembrando que a ideia é antecipar e acelerar os serviços antes do período de chuvas.
Silvio adiantou ainda que o "bota-espera" (pontos que recebem o material retirado do rio) está instalado no Parque Leon Feffer em Mogi e deve ser desativado em até dois meses. "Depois, a ideia é trazer para o Miguel Badra, especificamente em Suzano, em meados de setembro, quando vai começar a implantação do bota-espera. Em outubro, os serviços devem ser iniciados", disse, lembrando dos benefícios que o desassoreamento do rio trará à região. "Os trabalhos vão atenuar os riscos, vai diminuir a probabilidade de transbordamentos em pontos específicos. Acreditamos que o risco será atenuado na ordem de 40% de extravasamento nos locais mais recorrentes, mas resolver definitivamente não podemos afirmar".