Os trabalhos de desassoreamento do Rio Tietê já atingiram 26% de conclusão e se concentram, atualmente, na região do Parque Municipal Leon Feffer, em Mogi das Cruzes. Até o momento, os serviços já foram concluídos na região do córrego Ipiranga, segundo informações do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE). Quem passa pela Vila Japão, em Itaquaquecetuba, também nota a presença de máquinas e tapumes sinalizando que os serviços de desassoreamento serão executados naquela área. No entanto, os trabalhos estão sendo feitos paralelamente na cidade.
O DAEE informou ainda que, os serviços que estão no trecho de Brás Cubas, em Mogi, também atenderão a foz do córrego Matadouro e o Ribeirão Canudos. Segundo a autarquia estadual, já foram retirados cerca de 70 mil metros cúbicos de sedimentos e 430 metros cúbicos de derrocamento rochoso, que corresponde a 26% do volume total previsto.
Após a conclusão desse trecho, as máquinas seguem para o trecho da divisa entre Suzano e Mogi das Cruzes, onde os trabalhos também devem ser executados na foz do córrego Taiaçupeba e rio Jundiaí.
De acordo com o Departamento de Águas e Energia Elétrica, a previsão é que seja, retirados um total de 343 mil metros cúbicos de material com investimentos estimados em R$ 37,7 milhões no trecho que alcança Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes. A autarquia adiantou ainda que o projeto também prevê a remoção de grandes pedras e rochas, o que deve facilitar o escoamento do rio.
Os serviços devem fazer a limpeza de 44,2 quilômetros do rio. A expectativa é que esse trecho seja concluído em 18 meses.
Com a conclusão do desassoreamento, muitos problemas com enchentes e alagamentos podem ter um ponto final. No ano passado, por exemplo, Itaquá sofreu com o transbordamento do rio Tietê. A água invadiu imóveis e causou diversos prejuízos aos moradores. Algumas pessoas perderam tudo o que tinham. Na época, o prefeito de Itaquá, Mamoru Nakashima (PSDB), atribuiu os estragos a falta de desassoreamento do rio.