Os casos de dengue apresentaram uma queda drástica em Mogi das Cruzes. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, entre janeiro e abril desse ano, o município contabilizou apenas dois casos confirmados da doença. Já no primeiro quadrimestre de 2016, esse número foi de 170 casos. Mesmo com o recuo da doença, a prefeitura tem feito ações para combater o mosquito Aedes aegypti. Nessa semana a administração municipal publicou uma lei que cria brigadas de combate ao transmissor da dengue, zika e chikungunya no setor privado.
As brigadas contra o mosquito Aedes aegypti atuarão em empresas, comércio, unidades de ensino privadas, serviços de Saúde particulares, imobiliárias, além de outros locais que ofereçam perigo de infestação do isento. Elas serão formadas pelos funcionários dos locais. A lei que estabelece a criação dos grupos foi publicada na quarta-feira. Os brigadista passarão por treinamento antes de começarem a atuar.
O médico veterinário do Núcleo de Controle e Prevenção de Arboviroses da Secretaria Municipal de Saúde, Jefferson Renan de Araújo Leite, esclareceu que um decreto já previa a criação de brigadas contra a dengue em espaços municipais. Agora, a nova legislação estende a medida para os setores privados. Leite informou que ainda será definido quantas pessoas integrarão os grupos e quando os treinamentos das brigadas ocorrerão. A capacitação será realizada pela Secretaria Municipal de Saúde.
De acordo com Leite, a criação da brigadas será acompanhada por meio de relatórios que devem ser apresentados pelo setor privado. As empresas que não cumprirem a determinação poderão ser notificadas e até receber multas por infração sanitária. Os grupos terão a função de identificar e eliminar os criadouros do mosquito, vistoriar as dependências das empresas para identificar possíveis focos do mosquito, além de fazer ações educativas com os demais colaboradores.
Para o médico, um dos setores que dará mais suporte para a destruição de focos é o imobiliário. "Essa lei é muito importante, pois coloca oficialmente as brigadas no setor privado. No caso das imobiliárias, por exemplo, elas têm várias casas em sua posse e podem fazer o trabalho de verificação dos imóveis sem a necessidade do ingresso forçado", acrescentou.
No primeiro quadrimestre de 2017, 23 entradas forçadas foram realizadas para verificar possíveis focos de proliferação do mosquito que também transmite a febre amarela.