O prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR) afirma estar aberto ao diálogo com os servidores e o sindicato. Ele ainda disse que está se esforçando para atender as reivindicações dentro do que for possível e de acordo com a realidade financeira da cidade.
Segundo o chefe do Executivo, até a manhã de ontem, ainda não era possível calcular os impactos que a greve gerou, mas disse que o ato teve poucas adesões. Houve apenas um pequeno percentual em alguns setores como Saúde, Educação e outras pastas. "Sei que muita gente foi trabalhar. Inclusive a filha do presidente do sindicato, que é nossa estagiária. Ela está trabalhando e se esforçando enquanto o pai está fazendo greve".
Ashiuchi ainda lembrou da proposta que foi apresentada na Câmara que prevê a revisão anual da categoria em 4,75%, a ser pago em três parcelas, sendo 1,5% a partir de 1º de março de 2017, 1,5% em 1º de outubro de  2017 e 1,75% em 1º de fevereiro de 2018. "Não sou contra o trabalhador, pelo contrário. Eu os apoio, mas temos uma situação em um País com 14 milhões de desempregados. Suzano está se esforçando muito para, pelo menos, repor a questão da inflação e ainda garantir que tenham a reposição das perdas no futuro", disse o prefeito. "E ainda temos o aumento do vale refeição, que há quatro anos não se dava, reajuste do vale alimentação, abertura dos planos de saúde".
O republicano também destacou que não tem intenção de causar transtornos aos servidores. "Acho que a Justiça vai ver se a greve é legal ou não. Não vou prejudicar funcionários, mas aquele que foi trabalhar vai receber e daquele que não for, e a lei permitir, vamos descontar". (F.F.)