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As condições de um grande terreno público chama a atenção em Suzano, na rua Doutor Prudente de Moraes (SP-66). O espaço que seria destinado à construção de um Hospital Federal na gestão do ex-prefeito Marcelo Candido (sem partido), hoje, serve de abrigo para usuários de drogas, além de esconderijo para os infratores que praticam roubos no entorno da Vila Amorim. A mesma área estava inclusa na lista de 11 terrenos que seriam vendidos pela administração municipal na gestão de Paulo Tokuzumi (PSDB), mas que foram bloqueados pela Justiça.
A Secretaria Municipal de Serviços e Manutenção informou que realiza a limpeza e capinação na área, além de reparos no calçamento. A prefeitura adiantou que estuda a viabilidade técnica para a utilização do espaço em prol da população, bem como a implantação de algum serviço público, sem dar mais detalhes.
Enquanto o terreno não recebe um destino, moradores de rua, usuários de drogas e traficantes tomam conta da área e intimidam a população. O mato está alto e muito lixo é despejado no local, de forma irregular. Tem de tudo; restos de materiais de construção, vasos sanitários, roupas e até animais mortos são jogados lá.
A Prefeitura de Suzano também colocou barreiras de concreto para impedir a entrada de pessoas e o despejo de entulhos, mas a medida não intimidou os invasores, segundo relatos de pessoas que vivem na região.
"A situação está péssima. É muito perigoso ficar aqui, porque tem moradores de rua e usuários de drogas que praticam assaltos. Sem contar a sujeira", apontou a doméstica Maria Alves, 43 anos, que estava em um ponto de ônibus em frente ao terreno.
A também doméstica, Sônia Mariano, 56, conta que sente medo de ficar ali, mas precisa esperar o ônibus para ir trabalhar. "A partir das 17 horas fica cheio de 'nóias' aqui. É uma movimentação de gente entrando e saindo o tempo todo nesse terreno. E ainda tem o lixo, animais mortos que são jogados aqui e o risco de ter foco de dengue nesse lugar. Tem dias que o mau cheiro está muito forte".
A dona de casa Graziele Guilherme, 37, ressaltou os riscos de violência. "Aqui tem muito assalto e se alguém pegar uma mulher para violentar é só levar para dentro do mato que ninguém vai ouvir. É muito perigoso".
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