"A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Caiuby pode vir a fechar, se as coisas continuarem como estão". A frase é do secretário de Saúde e Finanças de Itaquaquecetuba, William Sergio Maekawa Harada, que concedeu no começo desta semana entrevista à jornalista Marilei Schiavi da Rádio Metropolitana AM 1070.
A declaração do secretário repercutiu na cidade e região, já que, conforme suas próprias palavras, aproximadamente 44% dos pacientes da UPA são de fora do município. O Dat já havia mostrado em reportagens feitas no mês passado as dificuldades pelas quais passa o setor da Saúde em Itaquá e, inclusive, sobre o estado precário dos veículos utilizados como ambulâncias para o transporte de munícipes que fazem hemodiálise em São Paulo.
Sobre a frota, Harada também comentou: "Os veículos são antigos e este é um problema que temos que resolver, porém, preciso olhar para o todo e resolver também a questão da atenção básica e dos equipamentos públicos", priorizou. 
De acordo com o secretário, o que está acontecendo na UPA do Jardim Caiuby é falta de recursos para mantê-la, pois desde que foi inaugurada, em maio de 2014, ela só veio a receber subsídio do governo federal em dezembro de 2016. "E isso só veio porque tivemos que abrir mão do retroativo. Então, não recebemos nada de maio de 2014 até outubro de 2016. Aí, em dezembro de 2016, começaram a fazer repasse referente a outubro e esse subsídio é de R$ 175 mil por mês, sendo que a UPA custa R$ 1,5 milhão aproximadamente", estimou.
Harada lembrou que o momento ainda é de crise para a União, Estados e municípios. No entanto, para ele, há que se ter cuidado em manter um equipamento 24 horas aberto, de forma que possa atender a população. "Se temos um equipamento de saúde falho podemos, ao invés de salvar vidas, colocá-las em risco. Então, se todo mundo recuar, teremos que recuar também. Por isso, estamos tentando buscar uma solução e já encaminhamos formalmente a possibilidade de fechamento para o Estado, porque se fechar a UPA vai gerar aumento da demanda inclusive em outros municípios", alertou. 
Consultado, o governo do Estado informou que tem conhecimento da situação, porém, a UPA recebe recursos somente do município e da União e que não recebeu nenhum ofício da Prefeitura de Itaquá. Já o Ministério da Saúde foi procurado, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem.