O Ministério Público (MP) de Suzano, por meio da promotora Renata Cristina de Oliveira, instaurou inquérito civil para investigar um possível aumento de cargos e salários de funcionários comissionados na prefeitura. A Portaria sobre a instauração do procedimento é do dia 20 de março e o objetivo é apurar eventual inconstitucionalidade da Lei Municipal 5048/2017, que alterou a estrutura administrativa organizacional e revogou a Lei Municipal 4632/2013.
A legislação questionada dispõe sobre a estrutura da administração municipal e nela há, além de várias outras informações, um quadro com todos os cargos em comissão e também seus respectivos salários. 
Renata afirmou que uma representação chegou à Promotoria com as informações em 6 de janeiro e deu causa à instauração do inquérito civil, visto que havia uma sentença anterior de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) pelo procurador-geral de justiça, contra a referida lei publicada no município, que disciplinava também a estrutura de cargos. 
A promotora lembrou ainda em seu despacho que é dever do Ministério Público "promover o inquérito civil para a declaração da nulidade de atos lesivos ao patrimônio público ou à moralidade administrativa" ou, se for o caso, "propor ação civil de improbidade administrativa". 
De acordo com a Secretaria de Assuntos Jurídicos de Suzano, a prefeitura já tem conhecimento do inquérito e agora está em fase de compilação dos elementos solicitados pelo MP. "A prefeitura está completamente à disposição para prestar esclarecimentos à Justiça, tanto que todos os dados das contas da prefeitura estão disponíveis no Portal da Transparência, que pode ser acessado no site www.suzano.sp.gov.br", informou, em nota. "Hoje, há 190 funcionários comissionados. A soma do salário destes 190 comissionados é menor do que a soma dos salários de comissionados da gestão anterior. No ano passado, havia 172 cargos comissionados. Neste ano, há 190 para otimizar a gestão pública, mas diminuiu-se o valor destes salários, gerando uma economia mensal de R$ 27.070,00".
Outra medida de economia adotada pela atual gestão, complementa a nota, foi em relação às horas extras do funcionalismo público. "Nos últimos meses do governo passado, o gasto em horas extras na folha de pagamento da prefeitura era de
R$ 1 milhão por mês. Em janeiro, já no novo, esse valor caiu para R$ 420 mil com o corte das horas extras".
Ainda conforme a secretaria, o total de 190 cargos é "muito menor do que em outras cidades da região".