O ex-prefeito de Ferraz de Vasconcelos Acir Filló alega perseguição política e afirma não saber o motivo de sua prisão, decretada ontem, após mandado de busca e apreensão em seus imóveis. O político também disse não ter conhecimento sobre a quantia de mais de
R$ 20 mil achadas embaixo do sofá do apartamento em que foi encontrado.
Filló afirmou, ontem, que os advogados já foram acionados e um pedido de habeas corpus deve ser providenciado. "Eu mal sei do que se trata. Sei superficialmente que é da empresa chamada Salmo 23. Nunca fui processado, nem condenado. Sou réu primário", afirmou ontem, durante declaração à Imprensa. "Claro que cometi erros na prefeitura, como todos os prefeitos cometem no Brasil inteiro. Mas não cometi crime algum. Estou à disposição da Justiça para responder o que for necessário. A verdade será esclarecida e não vou fugir da minha responsabilidade", respondeu.
Sobre a empresa contratada ilegalmente, o político disse que o serviço foi prestado na cidade. "A licitação foi aprovada pelo Tribunal de Contas e denunciada pelos procuradores que vêm nessa guerra contra os prefeitos há muito tempo", disse.
O ex-prefeito lembrou dos processos em que é apontado por improbidade e acusou a procuradoria do município de perseguição, lembrando que foi inocentado de outras ações e que documentos falsos foram usados para incriminá-lo. "Em Ferraz acontece uma guerra política entre os procuradores e todos os prefeitos. Estão em uma guerra terrível hoje. Esses procuradores forjam provas, montam contratos falsos e fazem denúncias verbais ao MP e ao judiciário. Lamentavelmente aceitam essas denúncias sem provas. O resultado disso é o que estou passando hoje, por conta da atuação desses procuradores que agem como se fossem Robin Hood", desabafou.