Dois problemas ainda emperram o início das atividades na unidade do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) de Itaquaquecetuba. O prédio será entregue em julho, segundo a assessoria de Imprensa da instituição, mas a falta de rede de esgoto e a existência de um córrego ao lado do imóvel impedem que a estrutura receba alunos tão cedo.
De acordo com o instituto, uma vala de águas pluviais aberta no terreno fronteiriço ao câmpus do IFSP está tomando a área da unidade. "Já foram enviados ofícios à prefeitura informando sobre a questão, assim como já foram realizadas reuniões com representantes do Executivo. O que impede a realização da obra para solução do problema é a falta de verbas", justificou a instituição.
Outro problema é a falta de rede de esgoto no terreno do empreendimento. De acordo com o IFSP, a "solução para o problema é a construção de uma fossa séptica pelo IFSP. O projeto já foi desenvolvido e aguarda a aprovação junto à prefeitura".
Questionada pelo Dat, a Prefeitura de Itaquá informou que a canalização do córrego custará R$ 8 milhões e "para que ela seja realizada é necessário verba proveniente da Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sapes) ou do governo federal". Em relação ao projeto da fossa séptica, a administração destacou que, em parceria com o IFSP, está buscando a melhor solução para solucionar o problema.
Atraso
Apesar de o prédio ter previsão de término em julho, a expectativa para início das atividades na sede própria do campus pode ser frustrada, "uma vez que a ausência de rede de esgoto inviabiliza a chegada dos alunos e servidores mesmo com a construção da unidade já finalizada". O Instituto Federal ressaltou ainda que, "juntamente com alunos e comunidade, trabalha para solução e amenização desses problemas, e aguardamos ansiosamente a superação dessas dificuldades".