Os postos de saúde de Ferraz de Vasconcelos devem voltar a fazer a coleta para exames laboratoriais, a partir do próximo dia 5, segundo o secretário municipal da Saúde Marco Aurélio Alves Feitosa. Por convite, o médico sanitarista participou de uma reunião de mais de 3 horas com um grupo de vereadores na manhã de ontem, na Câmara, no centro. O serviço está suspenso há quase dois meses por falta de pagamento ao laboratório São Paulo cujo contrato venceu em 1º de março. A dívida arrasta-se desde o final do ano passado.
Além do problema financeiro, a própria prorrogação do então contrato apresentava falhas apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). O antigo laboratório fora contratado por cinco anos, em julho de 2012, porém, a sua renovação, em de 2015, deveria ter sido feita por 12 meses e não por seis meses como ocorreu. Na prática, esse erro administrativo talvez por motivado por uma questão política da então gestão contribuiu para chegar à interrupção dos exames laboratoriais. O secretário não culpa o ex-prestador de serviço, já que não recebeu nenhuma queixa.
Em virtude dessa descontinuidade do serviço, ele apelou ao Hospital Regional Doutor Osíris Florindo Coelho, na Vila Corrêa, que, dentro do possível vem quebrando o galho.
Marco Aurélio adiantou ainda que o atual governo enviou carta-convite a 18 empresas especializadas, mas por falta de credibilidade originada nos últimos 12 anos, depois de muito custo apenas um laboratório aceitou celebrar o contrato de 90 dias prorrogável por igual período a ser assinado nos próximos dias com a prefeitura. Em todo caso, o secretário informa que a demanda por exames só será normalizada nas próximas semanas.
Na audiência, ele também afirmou que a falta de remédios básicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) será resolvida em 30 dias, prazo necessário para viabilizar a contratação de um novo fornecedor. Além disso, o secretário admite que poderá comprar, emergencialmente, medicamentos a Fundação para o Remédio Popular (Furp) para atenuar o problema. Sem rodeios, Marco Aurélio detalhou ainda a situação caótica envolvendo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o setor de ambulância. Para ele, os dois órgãos operam no limite, contudo, prometeu melhorá-los.