Ao completar 48 anos de assistência às pessoas com deficiência intelectual ou múltipla, no último dia 27 de março, a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Mogi das Cruzes faz planos para ampliar os serviços. Além das cerca das 600 pessoas com deficiência intelectual, a maioria crianças do Ensino Fundamental de 1º ao 9º ano, a entidade quer investir no programa "Estimulação Precoce", desenvolvido desde o início deste ano com bebês de zero a três anos.
A ideia, segundo explicou o presidente da Apae/Mogi, João Montes, durante culto ecumênico realizado em comemoração ao aniversário da entidade, é de aumentar, a partir de 2018, o atendimento de 20 para 100 o número de bebês nesta situação. "Nossa única ressalva e que impede zerar a fila por este tipo de demanda na região é a falta de recursos. Tal projeto foi custeado neste ano por um convênio do Conselho Estadual da Criança e do Adolescente (Condeca), que tem validade de apenas 12 meses. Ou seja, são R$ 170 mil que estão garantidos apenas para 2017", comentou João Montes em seu discurso para centenas de pessoas, dentre pais e autoridades municipal e estadual. "A Apae de Mogi precisa da ajuda da população. Basta a doação de uma nota fiscal, a compra de um convite dos eventos beneficentes, ou até apadrinhamento de uma criança. Qualquer ajuda é válida e bem vinda", reforçou o presidente da Apae/Mogi, deixando o telefone 4728 4999 para informações e doações.
Crise financeira
O deputado estadual Luiz Carlos Gondim Teixeira (SD), um dos presentes no evento, ressaltou a dificuldade de liberação de emendas parlamentares junto ao governo do Estado. "Conseguimos em anos anteriores enviar uma ajuda para a Apae, mas agora está muito dificil. Temos notícia do governo do Estado que por causa da crise econômica o envio de emendas será cortado. Estamos lutando para reverter essa situação, inclusive criando um movimento em prol das Apaes de todo o Estado", disse.