Durante a sessão de ontem da Câmara, dois assuntos discutidos pelos vereadores chamaram a atenção: a desobstrução de galerias de águas pluviais no distrito de Jundiapeba, que estão tomadas pela areia advinda dos portos existentes na localidade, e a necessidade de agilizar os serviços de limpeza e manutenção em escolas, calçadas, entre outros. As sugestões foram propostas por Pedro Hideki Komura (PSDB) e José Francimário Vieira de Macedo (PR), o Farofa.
Em relação às galerias, Komura explicou que, sempre que chove muito, diversas ruas de Jundiapeba ficam alagadas e que o problema decorre da falta de drenagem na avenida Lourenço de Souza Franco (SP-66), quando esta foi recapeada. "Trata-se de um problema antigo, de mais de 50 anos. Mas solicitamos à prefeitura que verifique uma forma de resolver essa questão das enchentes em Jundiapeba e soubemos que já está sendo elaborado estudo".
Farofa, por sua vez, comentou que pediu maior agilidade na manutenção de estradas vicinais, principalmente onde passam ônibus escolares, pois o período de chuva agrava as condições dessas vias. Ele afirmou ainda que algumas creches nos bairros estão com mato alto, bem como alguns terrenos no Jardim Paraíso, e que munícipes reclamam que não conseguem fazer caminhadas em alguns trechos nos arredores da avenida Julio Simões, também devido ao mato. "Não é porque faço parte da base aliada que não posso pleitear aquilo que a população me passa. Meus vizinhos mesmo vivem me pedindo providências e eu tenho o dever de repassar e cobrar a solução", argumentou.
Arrecadação
Outra proposta que não foi falada na tribuna, mas passada à Imprensa, foi a do vereador Diego de Amorim Martins (PMDB), o Diegão, que em encontro com o prefeito Marcus Melo (PSDB), dias atrás, sugeriu, informalmente, que a prefeitura levante, por meio de fiscalização, quais empresas estão instaladas na cidade, mas que pagam impostos em outro município. "Descobrimos, por meio de notas fiscais, que há firmas instaladas em Mogi, mas com endereço em outra cidade. O Procon possui uma ferramenta que permite descobrir para onde os impostos estão sendo recolhidos e a prefeitura poderia celebrar um convênio com o órgão e dar um prazo para que estas empresas, que burlam o sistema, se adequem e passem a recolher no município onde estão efetivamente instaladas".
Para ele, seria uma maneira de aumentar a arrecadação no município, que, devido à crise, tem ficado em baixa. (C.I.)