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Na manhã de ontem, a Promotoria e a Polícia Militar entraram nas dependências da Câmara de Suzano, munidos de mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva, requisitados pelo Ministério Público (MP) de São Paulo, como parte das investigações de possíveis fraudes em licitações feitas pelo Legislativo em 2016, durante a gestão do então presidente Denis Cláudio da Silva (DEM). Durante as buscas realizadas no gabinete do vereador, a promotora do Fórum de Suzano, Renata Cristina de Oliveira, e PMs da Força Tática do 17º e 35º Batalhões localizaram, dentro de um armário, várias caixas de medicamentos como antibióticos e remédios para diabéticos, entre outros, que deveriam ser distribuídos na rede municipal. Os produtos teriam sido adquiridos na gestão passada e, em uma das caixas etiquetadas com a inscrição da prefeitura, consta um endereço que remete ao prédio do Serviço de Ação Social e Projetos Especiais (Saspe).
Denis, que conseguiu se reeleger como o vereador mais votado nas últimas eleições (ele teve 3.683 votos), não foi localizado, apesar da polícia ter procurado por ele em dois endereços, de posse de um mandado de condução coercitiva, para que ele fosse ouvido no Fórum da cidade. Ele não foi encontrado para ser ouvido até o fechamento desta edição e nem a sua assessoria retornou resposta à solicitação enviada pelo jornal. O advogado Jorge Antun, amigo da família do vereador, acompanhou a operação do MP e da PM, mas também não quis se pronunciar a respeito.
Como o MP também investiga a eventual participação de outros dois funcionários no suposto esquema fraudulento, os mandados de condução coercitiva também foram expedidos para que eles fossem ouvidos no fórum local. Porém, segundo apurou o Dat, dos dois servidores, que faziam parte da Comissão de Licitações da Câmara no ano passado, um estaria de férias e outro teria sido localizado e liberado logo após prestar depoimento.
Conforme o MP de São Paulo, o suposto esquema, ao que tudo indica, contava com a participação de servidores da Câmara e de particulares, por meio da utilização de pessoas jurídicas.
Durante a diligência nas dependências da Câmara, realizada pela promotora em conjunto com o tenente Dirceu, cabo Peris, soldado Chagas e a equipe do sargento Antoine, além de outros PMs, foram apreendidos também documentos de interesse para a investigação do Ministério Público, como computadores, os quais serão analisados e encaminhados para a perícia.
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