Quem percorreu ontem as ruas de Mogi das Cruzes e região pôde perceber que, apesar de algumas escolas terem ficado fechadas o dia todo, bem como os ônibus municipais e intermunicipais terem ficado parados durante algumas horas do período da manhã - em razão do protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência -, não houve grandes alterações na rotina da população e no horário de expediente dos serviços essenciais.
Em Mogi, conforme o Grupo Mogi News já havia antecipado, os coletivos do sistema municipal de transporte público circularam parcialmente na cidade devido à adesão dos motoristas contra o projeto enviado pelo governo federal ao Congresso. De acordo com a prefeitura, às 7 horas circularam normalmente na cidade os ônibus da empresa Princesa do Norte e a frota da CS Brasil foi para as ruas até às 8 horas. A paralisação, iniciada à meia-noite de ontem, foi convocada pelos sindicatos em nível nacional, e a prefeitura mogiana e as concessionárias conseguiram manter a circulação normal de ônibus até a 1h15. Os veículos da Princesa do Norte começaram a sair da garagem às 6 horas e os da CS Brasil iniciaram sua operação às 6h20.
Já o Sindicato dos Metalúrgicos de Mogi e Região também participou do Dia Nacional de Luta contra as Reformas Trabalhista e Previdenciária, com um ato em frente à fábrica Elgin, em Mogi. A assembleia foi comandada pelo diretor da entidade, Silvio Bernardo, e teve boa participação da classe operária. "Fizemos assembleias estendidas em algumas empresas, e não greves. Amanhã (hoje) faremos o ato em outras empresas (às 8 horas em frente à Engesig na Vila São Francisco)", afirmou Bernardo.
Na área da Educação, Ana Lúcia Ferreira, diretora estadual do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e coordenadora da subsede de Suzano, informou que "em Suzano, houve 90% de paralisação", sobre a adesão de servidores do Estado no segmento ao protesto contra a Reforma da Previdência. Já na rede municipal de Educação de Suzano, segundo a prefeitura, aproximadamente 50% da rede foi afetada pela paralisação dos professores. Das 85 unidades de ensino, 29 tiveram paralisação total e nas outras a paralisação foi parcial. Em relação aos funcionários, aproximadamente mil professores aderiram a paralisação.
Em Mogi, a prefeitura complementou que o protesto nacional afetou três das 206 escolas municipais e que, na área da Saúde, nenhuma consulta ou coleta de exame precisou ser reagendada em função da paralisação dos transportes coletivos.
Trens
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) implantou, por sua vez, uma grande operação para atender os usuários ontem, em razão da paralisação parcial do Metrô e dos ônibus. Para dar conta da demanda, o número de viagens em todas as linhas aumentou em 20%, estendendo o horário de pico, informou a companhia.