A Prefeitura de Suzano e o Conselho de Segurança (Conseg) do distrito de Palmeiras não estão falando a mesma língua. Isso porque, enquanto o Executivo acusa o atual presidente do conselho, Santo Gimenez, de desconstruir a entidade, o conselheiro diz que a prefeitura busca dividir a estrutura da entidade.
Durante a semana, Gimenez entrou em contato com a reportagem e explicou o que pode estar ocorrendo. “Fui até a prefeitura para protocolar quatro pedidos, pedindo explicações para a prefeitura. Entre eles estão sobre o seguro de vida dos trabalhadores da Frente de Trabalho, informações sobre lotes vendidos. Fui fazer esses pedidos não como presidente do Conseg de Palmeiras, mas sim como cidadão”.
O presidente disse que os pedidos não foram protocolados, então ele foi até o Ministério Público (MP) para fazer essas solicitações. Os pedidos já foram recebidos pelo MP, que enviou um carta informando que o caso será apurado e uma resposta será dada em breve. “O problema não é nem com o Conseg, a prefeitura quer usar a entidade para me atingir por causa desses pedidos”.
O problema teria ocorrido no começo do mês passado, e durante esse tempo o Executivo estaria fazendo reuniões paralelas em Palmeiras, sem a participação dos membros do Conseg. Uma carta de repúdio enviada pela entidade, explicando sobre essas reuniões para dividir a estrutura do conselho.
Procurada, a prefeitura, por meio de nota, destacou que é Gimenez quem trabalha contra a entidade. “A Secretaria Municipal de Governo esclarece que o presidente do órgão em questão, há anos, desconstrói a sinergia em torno do Conseg de Palmeiras, que foi construído historicamente pela comunidade local”.
O comunicado também aponta que o Conseg não desempenha mais o papel que se espera, que segundo a Secretaria de Estado de Segurança (SSP) é o de analisar, planejar e acompanhar a solução de seus problemas comunitários de segurança. “Em reunião realizada no dia 23 de fevereiro, foi expressado pela comunidade local ali presente que o Conseg de Palmeiras, por meio de seu presidente, tem sido utilizado como ferramenta de desconstrução da política organizacional do distrito, deixando de contribuir com seu papel para a sociedade”. Participaram dessa reunião o prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR), representantes das Polícias Militar e Civil. O caso deverá ganhar mais detalhes após apuração feita pelo MP da cidade. (F.M.)