A Secretaria Municipal de Saúde encaminhou ontem materiais necrológicos de dois macacos (um adulto e um filhote) encontrados mortos para análise do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Embora haja indícios de envenenamento e trauma dos animais, o protocolo determina que seja realizada investigação para febre amarela.
As ações de bloqueio de criadouros do mosquito Aedes aegypti na região do Conjunto São Sebastião, onde os macacos foram encontrados, já foram iniciadas, e técnicos da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) estarão no local para realizar a pesquisa entomológica e estudar as espécies de mosquitos existentes naquela região e a presença de vírus nesses insetos.
Na semana passada, os exames de outros dois macacos que morreram no mês passado na cidade foram confirmados negativos para febre amarela.
Mortes
Em todo o País há notícias sobre mortes de macacos por tiros, traumas ou envenenamento em função do surto de febre amarela, da qual macacos são vítimas. Mogi das Cruzes não tem registro de febre amarela até o momento e nem é região de risco. "Os macacos servem como sentinelas para eventual monitoramento dos casos. Não há nenhum motivo para a execução desses animais, uma vez que eles não transmitem a doença para os humanos", explica o veterinário Jefferson Renan de Araújo Leite, coordenador do Núcleo de Controle e Prevenção de Arboviroses. A Secretaria de Saúde orienta a população para que jamais toque em macacos encontrados mortos ou doentes.
Vacinas
Outra orientação é para que todas as pessoas que forem viajar para áreas endêmicas tomem a vacina contra febre amarela com pelo menos 10 dias de antecedência. A dose é contraindicada para crianças menores de seis meses, gestantes, mulheres amamentando até o sexto mês e imunodeprimidos (pessoas com câncer, HIV ou em tratamento imunossupressores). Idosos a partir dos 60 anos devem passar por uma avaliação médica e, caso a vacinação seja indicada, o médico deverá emitir uma receita com a prescrição a ser apresentada na unidade de saúde.
Mogi das Cruzes recebeu até o momento três casos suspeitos de febre amarela, todos já descartados negativamente.