Dezesseis pessoas, entre presidentes e representantes de seis lojas maçônicas de Suzano, da 55ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da cidade e dos movimentos Observatório Social de Suzano e Endireita Suzano, reuniram-se ontem com o presidente da Câmara, José Izaqueu Rangel (PSDB), e o assessor jurídico do Legislativo, Julio Cezar Mayer, no Salão Oval da Casa de Leis, para solicitarem que seja lido um manifesto do "Avança Brasil Maçons" na sessão ordinária de 19 de abril. As lojas maçônicas presentes foram: 2 de Abril; Honra, Dignidade e Soberania; Campos de Mirambava; 31 de Março; Luz e Caridade; e Guardiões da Virtude. O manifesto, por causa do regimento interno, será lido por um vereador no início da sessão.
O ato, segundo Wylbur Gama Lucente, presidente da Loja Maçônica 2 de Abril, é pelo fim da impunidade, contra a corrupção, pela ordem e transparência e demais vertentes que têm sido discutidas com ênfase no atual momento político brasileiro. "O 'Avança Brasil Maçons é o segundo maior movimento do Brasil, ficando atrás apenas do Vem Pra Rua e do MBL (Movimento Brasil Livre). Na semana do dia 19 de abril, o manifesto será lido em todas as Câmaras das cidades onde há lojas maçônicas. Aqui em Suzano, viemos protocolar esse manifesto e dizer que estaremos atentos a toda a administração da cidade, seja na Câmara ou Prefeitura", adiantou Lucente.
Já o presidente do Legislativo disse que a proposta de fiscalizarem todas as atividades públicas, inclusive os processos licitatórios, é sempre bem-vinda. "Vejo com entusiasmo, porque todo munícipe tem essa obrigação. Isso é a população exercer um direito e um dever", opinou Zaqueu.
O assessor jurídico Mayer, por sua vez, que também preside a Comissão de Licitações da Câmara, afirmou que o objetivo das entidades vem de encontro à proposta da Câmara, que recentemente adotou a modalidade de Pregão Presencial para as licitações da Casa de Leis, justamente para conferir maior transparência aos processos. Durante a reunião, ele ainda esclareceu dúvidas dos presentes sobre a sindicância e o procedimento na Comissão de Ética da Câmara a respeito do vereador Denis Claudio da Silva (DEM) e outros dois funcionários. "O caso tramita em segredo de justiça e não podemos falar muitos detalhes. Mas o que sabemos é o que já vem sendo divulgado", antecipou.
A leitura do manifesto da Maçonaria e entidades apoiadoras, que será acompanhada de um ato simbólico do lado de fora da Câmara, será no dia 19 de abril, a partir das 18 horas, e é aberta ao público.