A Prefeitura de Suzano retomou o processo licitatório no qual prevê a contratação de uma empresa especializada na execução de tapa-buracos. A licitação havia sido suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), no mês passado, após uma empresa que participava do certame ter entrado com recursos. A previsão de investimentos é de R$ 3,9 milhões para um contrato com vigência de um ano. Os envelopes com as propostas das participantes da concorrência pública estão previstos para 3 de abril.
A administração municipal informou que o Tribunal de Contas orientou a fazer pequenas adequações no edital e que a licitação já está liberada e foi publicada.
A vencedora da licitação ficará responsável por todo o serviço de conservação asfáltica, como pintura, aplicação de concreto asfáltico, preparo da superfície do buraco, incluindo a varrição das bordas e remoção dos detritos. A contratação ainda prevê que a empresa utilize caminhões com caçamba térmica. A quantidade estimada para a execução dos serviços é de 5.112 toneladas de massa asfáltica aplicada, segundo adiantou a prefeitura.
Enquanto a empresa não é contratada, a prefeitura realiza serviços emergenciais de tapa-buracos. No entanto, os trabalhos não são suficientes para sanar todos os problemas viários. Portanto, driblar os buracos no asfalto danificado ainda tem sido um dos principais desafios dos motoristas que precisam passar pelas ruas de Suzano, seja na região central ou nos bairros mais afastados.
Os transtornos relatados pela população são diversos. Os motoristas apontaram os riscos de acidentes e os prejuízos que sofrem por trafegar com os veículos em vias apresentando condições precárias de manutenção.
O taxista Clóvis Correa de Lima, de 47 anos, apontou os problemas enfrentados na região do Monte Cristo, onde motoristas invadem a contramão para desviar das depressões na pista e trafegam em "zigue-zague". "Além de ser perigoso, pelos riscos de acidentes, a situação das ruas de Suzano está acabando com a suspensão do carro", contou.
Para quem anda de moto na cidade, as condições viárias exigem ainda mais cautela dos condutores. "Nós desviamos de um carro e caímos em um buraco. Eu mesmo já caí várias vezes", contou o autônomo Maicon Barros, 34, lembrando que em um dos acidentes ele fraturou o braço. "É difícil trabalhar assim, porque levamos mercadorias para entrega na moto. Eu já tive prejuízos por conta desses buracos e das quedas que sofremos".
O também autônomo Beto Auriber, 50, tem um comércio na rua Benjamin Constant, próximo à estação de trem. Ele afirma ter presenciado acidentes por conta das péssimas condições asfálticas. "Sempre ocorrem acidentes por aqui quando os carros tentam desviar dos buracos".