Indústrias do Alto Tietê demitiram cerca de 500 pessoas em janeiro e fevereiro deste ano. Os números foram revelados por uma pesquisa divulgada ontem pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). 
A variação do mês de fevereiro ficou em -0,43%, o que significa uma queda de aproximadamente 250 postos de trabalho nas oito cidades que integram a Diretoria Alto Tietê - Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano. Com o resultado de fevereiro, o Alto Tietê terminou o primeiro bimestre com -0,85% no nível de emprego e o fechamento de aproximadamente 500 postos de trabalho - as demissões acumuladas nos dois primeiros meses do ano correspondem a 8% do total registrado em 2016 (6 mil vagas).
A pesquisa Ciesp mostra que, em fevereiro de 2017, o nível de emprego ficou negativo na maioria das regiões industriais paulistas - das 35 pesquisadas, apenas nove tiveram saldo positivo e duas ficaram estáveis. O Estado de São Paulo, que tinha registrado indicador favorável em janeiro, no último mês também contabilizou variação negativa.
"Apesar de ainda permanecer negativo, há um fator favorável que precisa ser considerado no Alto Tietê que é a estabilidade. Ocorreram demissões em fevereiro, mas no mesmo patamar de janeiro. Existe uma tendência de lenta recuperação, já verificada em algumas outras regiões, e essa estabilidade reforça a expectativa de melhora também no Alto Tietê nos próximos meses", ressalta o diretor do Ciesp Alto Tietê, José Francisco Caseiro. "Temos aí a liberação das contas inativas do FGTS que deve contribuir para o aumento do consumo, mas para que o investimento na produção aconteça realmente é fundamental uma redução mais acelerada das taxas de juros e o aumento da oferta de crédito", acrescenta.
O nível de emprego industrial no Alto Tietê foi influenciado no mês de fevereiro pelas variações negativas de Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-2,79%); Produtos de Borracha e de Material Plástico (-1,28%); Produtos Químicos (- 0,07%) e Celulose, Papel e Produtos de Papel (-0,23%).