As obras de modernização da estação de captação de água do Serviço Municipal de Águas e Esgoto (Semae) foram iniciadas nesta semana e têm previsão de serem concluídas até o final deste ano. Segundo adiantou o prefeito Marcus Melo (PSDB), o serviço com investimento previsto em
R$ 30 milhões, inclui ampliação e instalação de filtros e de um gerador de dióxido de cloro, que vai permitir melhor qualidade para consumo, além da redução dos problemas apresentados com a coloração amarela que sai das torneiras de algumas residências.
Na manhã de ontem o tucano visitou a estação de captação de água do Semae, onde as obras foram iniciadas. O recurso é captado diretamente do rio Tietê, no trecho que passa pela estrada Pedra de Afiar, no bairro Cocuera. A água captada no local percorre sete quilômetros até a Estação de Tratamento de Água (ETA), onde o Semae distribui para a cidade, alcançando 67% da população mogiana. Os outros 33% recebem o fornecimento da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), como é o caso de alguns bairros de divisa, segundo explicou o diretor-geral da autarquia Paulo Beono.
Marcus Melo lembrou que no passado ocorreram problemas com a coloração da água, devido à alta concentração de manganês, que é um mineral que oxida lentamente na água. "A água terá a característica de um tratamento melhor. É a modernização da estação de tratamento. O dióxido de cloro e a estação de tratamento fazem parte dessa modernização, assim como a troca dos filtros. Esse projeto como um todo tem um investimento na ordem de R$ 30 milhões, com recursos 100% do Semae", informou o prefeito, lembrando que recentemente o sistema elétrico da estação de captação também foi reformado.
Melo destacou ainda que a estação terá a capacidade ampliada. "Temos três fases da instalação; reforma, modernização e ampliação. Vale ressaltar que estamos ampliando a capacidade de tratamento, não é só uma reforma. Vamos passar de 800 para 1,2 mil litros de tratamento por segundo. Isso vem para acompanhar o crescimento da cidade", frisou.
O diretor-geral do Semae explicou que a obra traz mudanças positivas para a qualidade da água fornecida em Mogi. "O dióxido de cloro é um desinfectante de alto poder, bem mais poderoso que o hipoclorito, que é utilizado atualmente. Então ganhamos em qualidade de tratamento", garantiu. "Também realizamos um pré-tratamento, a medida que ele é aplicado aqui na estação de captação, percorre sete quilômetros até chegar na ETA e já vai reagindo. Isso facilita a continuidade do processo de tratamento que acontece nas estações, tanto na central quanto na estação leste", detalhou Beono. "Aqui é nosso coração, é nossa unidade de produção, onde sai toda a água que o Semae fornece para os munícipes. Praticamento 300 mil pessoas são atendidas com água do Semae".