As obras de esgotamento sanitário no bairro do Botujuru devem ser concluídas apenas em setembro de 2018. A nova previsão foi anunciada na manhã de ontem pelo Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) de Mogi das Cruzes.
O novo prazo representa um atraso de 1 ano e 9 meses em relação à primeira data de entrega anunciada. Isso porque, apesar da ordem de serviços prever que a obra, iniciada em janeiro do ano passado, tivesse 18 meses de duração, ou seja, fosse concluída em julho deste ano, o então prefeito Marco Bertaiolli (PSD), tinha como expectativa que a mesma fosse entregue até dezembro de 2016.
De acordo com o diretor-geral do Semae, Paulo Beono Júnior, no entanto, serão necessários mais 18 meses, a contar da data de ontem, para que os trabalhos sejam concluídos. Atualmente, cerca de 42% do cronograma de trabalho já foi executado. "São 45 quilômetros de redes já assentadas. Hoje estamos partindo para a instalação dos coletores troncos, que são as partes mais baixas", detalhou.
A execução das próximas etapas, no entanto, dependem de desapropriações de imóveis e licenciamento ambiental, motivo apresentado como justificativa para essa prorrogação do prazo de conclusão. "O Semae está fazendo o levantamento para verificar as áreas que necessitam de desapropriação. Isso já estava previsto no projeto inicial", informou.
A obra, resultante de um investimento total de R$ 26.056.871,01, deverá beneficiar cerca de 35 mil pessoas, sendo 15 mil no bairro do Botujuru e 20 mil na região de César de Souza.
Entre as ações a serem executadas está a implantação de 45 quilômetros de rede de esgoto, quatro estações elevatórias de esgoto, 2.760 ligações prediais, 12 mil metros de coletores-tronco, entre outros trabalhos que serão realizados. (S.L)