O vereador Denis Cláudio da Silva (DEM) respondeu aos questionamentos feitos pela Comissão de Ética da Câmara de Suzano, em relação aos apontamentos do Ministério Público (MP) de São Paulo, que determinou o cumprimento de mandados de busca e apreensão no gabinete dele na semana retrasada. O teor das respostas, entretanto, não foi revelado, devido ao processo tramitar em segredo de justiça.
A vistoria feita pelo MP como parte de uma investigação de supostas fraudes em três licitações, quando Denis era presidente da Casa de Leis em 2016, também constatou a existência de vários medicamentos sem identificação e com etiquetas da prefeitura, dentro do armário do parlamentar. 
Logo após os fatos virem à tona, foi instaurada uma Comissão de Sindicância no Legislativo e solicitado esclarecimento ao vereador. Anteontem,venceu o prazo e ontem o presidente da Comissão de Ética, vereador Carlos José da Silva (PSDB), o Carlão da Limpeza, informou que as respostas já foram fornecidas. "O que o vereador Denis falou, a gente, da comissão, ainda vai se reunir amanhã (hoje), às 15 horas, na Câmara, para ver o que vai repassar para vocês durante a sessão, enfim, se vamos poder comentar algo a respeito", disse.
Na sessão passada, Carlão da Limpeza havia causado polêmica ao dizer que a Comissão de Ética só iria se movimentar após o parecer final da Justiça e que a Imprensa deveria se preocupar mais em "cuidar das suas obrigações, ao invés de cuidar da vida dos vereadores".
Denis, por sua vez, no plenário da Câmara de Suzano, na semana passada, justificou-se dizendo que os remédios eram fruto de "doações", feitas por pacientes, que, sabendo da dificuldade da prefeitura em fornecê-los, davam os medicamentos para ele, no caso de outros munícipes precisarem.
Já a outra parte dos remédios, sem identificação, teria sido adquirida pelo próprio parlamentar, segundo ele afirmou na tribuna.