A emissão das licenças ambientais por parte da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), que dispõem sobre as obras do Corredor Leste-Oeste, em Mogi das Cruzes, deverá ocorrer em no máximo 45 dias. O prazo foi anunciado durante vistoria realizada às obras na manhã de ontem, pelo prefeito Marcus Melo (PSDB). A visita contou ainda com a presença de secretários e vereadores.
De acordo com o secretário de Obras, Walter Zago, a documentação é necessária para que seja feita a construção da ponte sobre o rio Jundiaí, trecho em que se dará a implantação da avenida das Orquídeas. A nova via fará a interligação entre Brás Cubas e Jundiapeba. "Nós temos em andamento as duas licenças, mas para que elas se completem precisamos ter a outorga. A nossa intenção é que isso saia, no mais tardar, em 45 dias, mas pode ser que ocorra até antes, para que não haja impacto no nosso prazo final de obra", disse.
Segundo Zago, atualmente, 24% dos trabalhos já foram executados. "Está tudo certo com o cronograma. Neste momento estamos fazendo uma drenagem nas proximidades da Vila Estação e, neste trecho da avenida Guilherme George, estamos finalizando a base e nos preparando para fazer o revestimento final. Ao mesmo tempo estão sendo fabricadas as vigas para a ampliação da ponte sobre o rio Taiaçupeba", explicou.
Na ocasião, Melo destacou a grandiosidade da obra que está sendo executada. "Estamos ainda em uma fase que depende de licenciamento ambiental, mas viemos acompanhar e verificar o andamento dos serviços. Se trata de uma obra muito importante principalmente para o sistema viário dessa região que liga Jundiapeba à á área central", concluiu o chefe do executivo.
A obra
O Corredor Leste-Oeste terá nove quilômetros de extensão, o que compreende desde a divisa com Suzano até o centro de Mogi. Em 23 de dezembro do ano passado, a primeira etapa da obra foi inaugurada. Trata-se da recuperação da avenida Tenente Onofre Rodrigues de Aguiar, entre as avenidas Cavalheiro Nami Jafet e Valentina de Mello Freire Borestein. Os trabalhos, que estão sendo executados pelo consócio GG Mogi, formado pelas empresas Enpavi e CTP, foram iniciados em abril de 2016. O investimento total é de R$88.575.769,48, sendo recursos dos Governos Federal, Estadual e do próprio município.