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Termina amanhã o prazo para que o vereador de Suzano Denis Cláudio da Silva (DEM), o Filho do Pedrinho do Mercado, se manifeste para a Comissão de Ética Parlamentar da Câmara sobre a apreensão de medicamentos feita pela Polícia Militar em seu gabinete e também sobre a investigação do Ministério Público (MP) sobre possíveis irregularidades em processos licitatórios quando ainda presidia a Casa de Leis.
O parlamentar foi notificado no último dia 3 para que prestasse esclarecimentos sobre o caso, mas até o momento não fez qualquer contato com a comissão, conforme informou a assessoria de Imprensa do Legislativo. O grupo é presidido pelo vereador Carlos José da Silva (PSDB), o Carlão da Limpeza, e tem ainda como membros Joaquim Rosa (PR) e José Carlos de Souza Nascimento (PTB), o Zé Pirueiro.
Na sessão da última quarta-feira, o presidente informou que a comissão só faria "alguma coisa depois que a Justiça apurasse o caso". Ele ainda alegou que essa será a atitude a ser tomada porque em nenhum momento foram comunicados de nada sobre a denúncia", justificou. Caso o vereador não se manifeste, o grupo poderá solicitar novamente os esclarecimentos.
O caso
No último dia 2, a Promotoria e a Polícia Militar entraram nas dependências da Câmara de Suzano, munidos de mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva, requisitados pelo Ministério Público (MP) de São Paulo, como parte das investigações de possíveis fraudes em licitações feitas pelo Legislativo em 2016.
Durante as buscas realizadas no gabinete do vereador Denis, a promotora do Fórum de Suzano, Renata Cristina de Oliveira, e PMs da Força Tática do 17º e 35º Batalhões localizaram, dentro de um armário, várias caixas de medicamentos, que deveriam ser distribuídos na rede municipal. Os produtos teriam sido adquiridos na gestão passada e, em uma das caixas etiquetadas com a inscrição da prefeitura, consta o endereço do Serviço de Ação Social e Projetos Especiais (Saspe).
Defesa
Na última sessão ordinária, Denis falou pela primeira vez sobre o caso. Segundo ele, os remédios que possuíam inscrição da rede municipal haviam sido doados por populares para ele, vista "a dificuldade da prefeitura em fornecê-los aos munícipes", enquanto que a outra parte, sem inscrição, havia sido adquirida por ele, com recursos próprios.
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