Os distritos de César de Souza e Sabaúna apresentam áreas com maior vulnerabilidade à ocorrência de dengue e demais doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Ao todo, 16 bairros são classificados como zonas de alto risco. Os dados são resultantes da Avaliação de Densidade Larvária (ADL) apresentada na manhã de ontem pela Secretaria de Saúde.
De acordo com o levantamento, em Mogi das Cruzes, o Índice de Breteau (IB) baixou de 1,8 em 2016 para 1,1 em 2017, sendo que o índice considerado tolerável pelo Ministério da Saúde é 1. O indicador é valor numérico que define a quantidade de insetos em fase de desenvolvimento encontrados em locais vistoriados.
O distrito de Brás Cubas foi o que apresentou menor vulnerabilidade para a infestação do Aedes aegypti, com IB em 0,4. Apesar disso, três bairros foram classificados como áreas de alto risco, sendo eles Vila Lavínia, Vila Cléo e Alto Guaianazes. Já o distrito de Biritiba Ussú, compreendido pelo bairro homônimo e também por Boa Vista e Manoel Ferreira, obteve classificação de "baixo risco".
Os distritos de Jundiapeba, Taiaçupeba e Sede apresentaram risco médio de vulnerabilidade. Neste último, no entanto, os bairros Parque Santana, Vila da Prata e Conjunto São Sebastião foram considerados vulneráveis (Veja mais no quadro).
Ainda segundo a apresentação, ao todo, 7.667 imóveis foram vistoriados para a elaboração da ADL. Destes, 5.017 foram efetivamente trabalhados.
De acordo com o prefeito Marcus Melo (PSDB), a partir da ADL, será possível intensificar os trabalhos preventivos nas áreas mais necessitadas. "Após esse diagnóstico, agora, demanda-se um trabalho de atenção e de retorno a estes locais, identificados como os que precisam de maior atenção. É um trabalho onde toda a cidade a cidade deve participar", disse.
A participação da população também foi destacada pelo coordenador do Núcleo de Controle e Prevenção de Arboviroses, o médico veterinário Jefferson Renan de Araújo Leite. "Durante a vistoria, a maior parte das larvas foi encontrada em recipientes, tais como garrafas e vasos de planta, por exemplo. Ou seja, objetos que poderiam ser eliminados pelos moradores evitando o acúmulo de água parada. Prova de que essas ações são eficazes é Brás Cubas, que no ano passado era alto risco, mas que com a conscientização agora é baixo", comentou.
Já o secretário municipal de Saúde, Marcello Cusatis, alertou a necessidade de se continuar trabalhando no combate ao mosquito. "Apesar dos números não terem sido tão alarmantes, é importante criar-se o alerta", concluiu.