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Em uma sessão ordinária conturbada, o vereador Denis Cláudio da Silva (DEM), em cujo gabinete foram encontrados vários medicamentos na semana passada - sendo alguns da Prefeitura de Suzano -, durante operação do Ministério Público (MP) e da Polícia Militar, compareceu e deu explicações. Segundo ele, os remédios que tinham inscrição da rede municipal haviam sido doados por pacientes para ele, vista "a dificuldade da prefeitura em fornecê-los aos munícipes", enquanto que a outra parte havia sido adquirida com recursos próprios.
O parlamentar não era visto pela Imprensa na Câmara desde o dia em que a promotora Renata Cristina de Oliveira e PMs da Força Tática estiveram no local, para cumprir mandados de busca e apreensão em seu gabinete e no almoxarifado da Casa de Leis. Mesmo procurado pelos jornalistas insistentemente, ele também não deu retorno para comentar os fatos.
Os medicamentos foram encontrados por acaso pela PM, no armário do gabinete do vereador, no dia em que a promotora esteve na Câmara para cumprir, além dos mandados de busca e apreensão, um outro de condução coercitiva para ouvir o parlamentar no Fórum.
Na sessão, Denis usou a tribuna para falar sobre o procedimento investigatório determinado pelo MP de São Paulo, que apura três supostas fraudes em licitações feitas em 2016, quando era presidente da Câmara de Suzano. Uma delas é sobre indícios de superfaturamento na aquisição de cadeiras para a nova galeria da Casa de Leis, outra sobre evidências de direcionamento nas concorrências públicas para beneficiar determinada empresa e uma terceira sobre entrega parcial (menos da metade) de uma tonelada de pó de café.
Com todos os 19 vereadores presentes e a galeria quase lotada, Denis falou, após o breve discurso de alguns vereadores sobre vários assuntos, dentre eles a investigação do MP e muitas generalidades, que não foi oficiado de nada até o momento. "Não fui citado, julgado e nem condenado. Sequer fui intimado em qualquer uma dessas audiências que eles dizem realizar. Todos têm direito à defesa e isso até agora me foi negado. Estou à disposição da Promotoria do município. Tenho fé em Deus e compromisso com meus eleitores que irei provar minha inocência", afirmou.
No início, alguns manifestantes presentes vaiaram o discurso do vereador e empunharam cartazes com dizeres: "Fora Denis", ao que ele atribuiu à ação de "suplentes". Mas, no final, foi bastante aplaudido por apoiadores, que ofuscaram o protesto. O pai dele, o ex-vereador Pedro da Silva, o Pedrinho do Mercado, também compareceu à sessão.
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