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Uma antiga galeria de água pluvial e um terreno abandonado, cheio de mato, que tem servido de "esconderijo" para usuários de entorpecentes, são os principais problemas para quem mora na rua Antônio Mayer, no Jardim Santo Antônio, em Suzano.
Nesta semana, o aposentado Everaldo de Campos, de 57 anos, procurou o jornal para dizer que a comunidade não suporta mais tal situação, que tem sido relatada, ao longo do tempo, para diversos prefeitos, secretários e vereadores, sem que até o momento tenham sido tomadas providências.
"Já entregamos documentos a várias autoridades, pedindo uma solução para esses transtornos, porém, nada foi resolvido. São questões crônicas, antigas. Não é possível que não tenham uma solução", desabafou. "Essa galeria, por exemplo, tem provocado afundamento no solo, que tem chegado até algumas garagens, quando há grande volume de chuva. Esse terreno, que sabemos ser da prefeitura, fica localizado no final da rua sem saída e também tem sempre muito lixo, entulho e usuários de drogas".
O também aposentado José Domingos Pereira dos Santos, 70, reclamou dos mesmos problemas. Morador antigo do local, ele contou que a rua carece de manutenção e que o fato já foi relatado, inclusive, à atual gestão do Executivo e Legislativo. "Nossa rua fica em frente ao Largo da Feira e atrás da delegacia central. Além do problema com a galeria, quando há muita chuva, esse terreno abandonado gera bastante insegurança, pois à noite e de madrugada passam muitas pessoas desconhecidas e a gente necessita de segurança".
Para Wladimir Antunes de Barros, 78, que reside na localidade desde 1983, a galeria apresenta problemas "por ser muito velha e estar, provavelmente, quebrada". O que ocorre, segundo ele, é que quando as chuvas se avolumam, a água infiltra pelos paralelepípedos e buracos e se acumula embaixo das casas, dificultando o escoamento. "Quando chove por vários dias, chega a 'minar' água dentro da minha casa. A gente chama a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e eles dizem que a responsabilidade é da prefeitura. Mas, no final das contas, ninguém liga para isso", afirmou.
Quanto ao terreno, ele também acredita que seja de propriedade da administração municipal. "Além do matagal e dos usuários de drogas, essa sujeira toda atrai muitos pernilongos e ratos. Última vez que me lembro que fizeram limpeza aí foi há três ou quatro anos".
Questionada sobre a galeria de água pluvial e o terreno, a Secretaria de Obras, Manutenção e Infraestrutura de Suzano disse já ter sido informada dos problemas e que enviará uma equipe ao local para averiguação. A pasta ainda garantiu que serão tomadas "as devidas providências, inclusive da galeria de água pluvial, sendo esta de responsabilidade do município ou da Sabesp".
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