Nas Câmaras das cidades do Alto Tietê, o custo para manutenção de um vereador é bastante alto. Isso porque cada parlamentar pode contar com um corpo de assessores pagos com o recurso da Casa de Leis, um carro à disposição, combustível, além de todo material de papelaria, higiene, móveis para gabinetes, entre outros itens.
Se o valor do orçamento disponibilizado para os Legislativos fosse dividido pelo total de vereadores, cada representante da região custaria R$ 1,3 milhão por ano. Por isso, em tempos de crise, alguns "representantes do povo" têm adotado medidas para gerar menos despesas para o município.
Em Mogi das Cruzes, por exemplo, a Câmara recebeu R$ 31,5 milhões do Orçamento para manter suas atividades e as despesas dos 23 parlamentares que a integram. Em Suzano, são R$ 24,8 milhões para 19 vereadores. Em Poá, apesar ser bem menor em extensão, número de habitantes e receita, R$ 20,6 milhões foram disponibilizados. Na Casa de Leis da cidade são 17 cadeiras, por isso é possível considerar
R$ 1,2 milhão anualmente para cada político eleito.
Para tentar amenizar esse custo, o vereador poaense Saulo Souza (SD) defende o "corte de regalias" e, por isso, colocou à disposição do município o veículo oficial destinado ao seu gabinete. "Eu abri mão do carro por entender que, neste momento de crise pela qual os municípios estão passando, um vereador não tem que ter regalia. O automóvel foi colocado à disposição para que se defina a melhor forma de utilizá-lo em benefício da cidade", declarou.
Sem o carro circulando na cidade, a Câmara economiza combustível, manutenção preventiva e também possíveis consertos. "Até mesmo o uso indevido do carro é coibido. É importante deixar claro que as atividades do meu gabinete são feitas com carro próprio, de ônibus ou até mesmo a pé, e que o combustível utilizado eventualmente é pago com o meu salário de vereador e não com recursos da Câmara", ressaltou.