Nem só de crise vive o Brasil, e muito menos o Alto Tietê. Se está difícil sair do atoleiro e voltar a caminhar tranquilamente rumo ao desenvolvimento, a política tem também demonstrado alguns atos dignos de elogios. Uma das características mais importantes do brasileiro é o espírito solidário. Aquele sentimento que deixa de lado todos os problemas e age para confortar uma pessoa sofrida. O brasileiro, assim como a maioria dos latinos, é sentimental, acolhedor.
Somos o oposto do que demonstra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que vai construir um muro para evitar a entrada de mexicanos em seus país, e ainda dificultou a ida de estrangeiros em terra americana. Por aqui, somos incapazes de negar entrada para alguém. Todos são bem-vindos. Pagamos um preço alto por isso, mas, como já dito em poesias e prosas, o brasileiro tem essa fama, esse "complexo de vira-lata", que se por um lado nos atrapalha, por outro nos dá um sentido de vida acima dos arrogantes e ditadores.
São inúmeros os atos de solidariedade em terras brasileiras. O mais recente foi a visita de Fernando Henrique Cardoso a Lula, que perdeu sua esposa. Aliás, o gesto foi uma retribuição, pois o petista fez o mesmo com o tucano, quando a mulher deste faleceu. É aquele momento em que nada interessa, Lava Jato, golpe, brigas. O coração fala mais alto.
Aqui na região não é diferente. Enquanto o prefeito de Ferraz de Vasconcelos, Zé Biruta (PRB), lamenta a atual situação da cidade, que não encontra receita para pagar funcionários e comprar itens básicos, o prefeito da vizinha Poá, Gian Lopes (PR), não fica de braços cruzados e tem ajudado, seja emprestando maquinário ou outros serviços.
Ainda sobre este tema, vale analisar o que as primeiras-damas do Alto Tietê têm realizado nos últimos anos. De uns tempos para cá, esposa de prefeito tem uma função importantíssima na política. Elas comandam, na maioria das vezes, o Fundo Social e criam campanhas e projetos para ajudar os mais necessitados. Atualmente, Larissa Ashiuchi, em Suzano, Joerly Nakashima, em Itaquá, Karin Melo, em Mogi, têm realmente feito a diferençara e ajudado muita gente.
É nessa hora que o corrupto deveria tomar vergonha na cara e mudar seu rumo. Muitos políticos e empresários agem errado pensando em fazer um bem maior, esquecendo que um ato falho mais causa prejuízos do que vantagens. Após anos de problemas, algumas cidades tentam se recompor. E a solidariedade agora é mais que importante.