A definição sobre o reajuste da tarifa do transporte municipal de Poá foi adiada para o dia 16 de fevereiro. Na ocasião, o Conselho Municipal de Mobilidade Urbana de Poá (Comob) se reunirá de forma extraordinária para discutir o pedido da Radial Transporte Coletivo de elevar o valor da passagem dos atuais R$ 3,80 para R$ 4,20.
Na manhã de ontem, após cerimônia de posse dos conselheiros nomeados pelo prefeito Gian Lopes (PR), realizada no plenário da Câmara, o reajuste entrou em pauta. Porém, após cerca de duas horas e meia de discussão e uma consulta ao regimento interno, foi constatado que a votação não poderia ocorrer. Isso porque três membros do conselho que representam a sociedade civil, ainda não foram empossados e a mesa diretiva ainda não foi eleita.
Desta forma, no próximo dia 8 de fevereiro, o Conselho deverá solucionar a vacância e definir sua diretoria. Somente após essa definição é que o reajuste tarifário poderá ser colocado em pauta novamente. "No dia 8 resolveremos essa questão interna do conselho para que na semana seguinte possamos finalmente votar a questão do reajuste", explicou Adilson Santos, presidente interino do Comob.
Durante a reunião de ontem, o encarregado de tráfego da Radial, Edvaldo dos Santos, após detalhar a planilha de custo, reforçou que o reajuste é necessário em função da elevação dos preços dos itens necessários para o funcionamento do transporte, tais como combustível, funcionários, peças, entre outros. "Tudo isso reflete no consumo", justificou o funcionário da Radial sobre o pedido de aumento da tarifa.
Em resposta, o secretário adjunto de Transportes Marcos Pacheco avaliou o reajuste como sendo realmente necessário. "Eu não gostaria que houvesse o reajuste, mas é algo que está em contrato. Se a empresa fosse requerer o que é dela de direito, conforme o estatuto, a passagem iria para R$ 5,27. Eles pediram R$ 4,20. Mas o corpo técnico da Secretaria acha que
R$ 4,10 seria suficiente para não prejudicar a operação", comentou.
A população também teve direito ao uso da palavra. Com isso, representantes de entidades sociais, lideranças de bairro e membros de outros conselhos municipais, aproveitaram para criticar as condições do serviço ofertado na cidade. A maior parte dos que discursaram exigiu que a prefeitura cobre a Radial e que a concessionária cumpra com a parte dela no contrato, atendendo com qualidade e respeito aos usuários.