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Quase uma semana após reportagem expor a situação da falta de medicamentos e insumos para curativos em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), como no Parque Marengo, em Itaquaquecetuba, a equipe de reportagem foi, na tarde de ontem, verificar as condições no posto de saúde e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas do Jardim Caiuby e verificou que os problemas continuam. Porém, desta vez, segundo os entrevistados, não são só alguns medicamentos estão faltando, mas também o encaminhamento para exames simples, como o ultrassom obstétrico, por exemplo, e médico ortopedista na UPA do bairro.
Por volta das 14h40 de ontem, a desempregada Maria das Graças Alves, de 52 anos, estava em frente à UBS do Jardim Caiuby. Ao ser questionada sobre o atendimento no local, ela disse que às vezes é demorado, mas que peca, principalmente, pela falta de alguns medicamentos, como o que ela toma para problema na tireóide, o Puran T4.
O comerciante Marcelo Freitas, 37, estava no mesmo local e conta que, desde janeiro, não tem encontrado fita para medir o nível de glicose de sua mãe, que é diabética e tem 73 anos. "Estamos tendo que comprar, não tem jeito, porque ela mede todo dia em jejum. E não é barato", reclama.
A gestante Valéria Araújo, 24, que está grávida de dois meses, afirma, ao passar em frente à UBS do Caiuby, que também não consegue encaminhamento para fazer ultrassom obstétrico. "Antes eles encaminhavam a gente para o Hospital Santa Marcelina. Agora dizem que é melhor a gente pagar um particular. E é um exame tão simples!", queixou-se.
Já na UPA 24 horas do bairro, a comerciante Rosileide Aparecida Silva dos Santos, 33, diz que não havia médicos ortopedistas no local e que já viu muitas pessoas chegarem à unidade, precisando ser atendidas pelo especialista, mas tendo que ir embora sem resolver o problema. "Pior que chegam no Hospital Santa Marcelina e dizem que só atendem os casos emergenciais na ortopedia", comenta.
A dona de casa Mara Gomes, 60, que foi levar o filho com necessidades especiais para consulta médica, elogiou o atendimento ontem na UPA, mas disse que antes realmente faltavam especialistas e funcionários.
A Secretaria de Estado da Saúde respondeu que não procede a informação de que existe algum problema com o equipamento de ultrassom ou com o atendimento de ortopedia a pacientes da cidade.
Já a prefeitura respondeu problemas apontados pelos entrevistados como se fossem da UPA e não da UBS. O Dat tentou contato com a assessoria de Imprensa, mas devido ao fim do expediente, eles deverão se manifestar hoje.
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