A crise na segurança do Espírito Santo traz uma análise sobre como o governo, de qualquer cidade ou Estado, trata os setores mais básicos que sustentam as condições mínimas de vida em sociedade. O Rio de Janeiro é outro local que mostra o mesmo problema. Educação, Saúde e Segurança não recebem a atenção devida e, mais do que isso, são setores tratados como segundo plano por alguns políticos.
Mesmo durante a crise, vemos prédios públicos sendo reformados por milhões de reais, obras inacabadas que conseguem novos investimentos para serem terminadas e até mesmo estádios bilionários sendo construídos, como ocorreu há alguns anos por causa da Copa do Mundo no Brasil. Mas pagar em dia os professores, médicos e policiais não.
As imagens gravadas por moradores do Espírito Santo com aparelhos celulares, onde são vistas pessoas praticando roubos e saques no centro das cidades nos trazem medo de que o Brasil se torne um país abandonado, perdido e largado. Tudo o que foi feito para que se tornasse um lugar melhor para se viver não serviu para nada? A esperança, nessa horas, passa muito longe.
Outro fator importante de ser comentado é a enorme quantidade de bandidos que existem no Brasil. Não os de colarinho branco ou pessoas que cometem crimes por emoção, mas homens e mulheres que vivem do crime organizado, são fichados dentro de facções e criados em uma verdadeira escola do crime. Eles recebem até mesmo serviços básicos dos seus (bandidos) superiores. Um mundo paralelo ao nosso, que se não for combatido poderá causar uma mudança brusca num futuro próximo. Em algumas cidades, já é possível ver centenas de pessoas vivendo sob a "gestão" de criminosos.
Que nosso governo consiga manter o mínimo de bom senso para pagar nossos principais profissionais e com isso evite que marginais tomem conta das ruas e nos impeçam de viver, de trabalhar, de estudar. No Espírito Santo, já faz uma semana que as crianças não vão às escolas, os pais não saem para o trabalho e ninguém anda pelas ruas. É o caos instaurado. Mas parece que o assunto não é importante para o governo.
O presidente Michel Temer (PMDB) e todos os políticos que poderiam acabar com esse pesadelo não querem pegar dinheiro de outra área para quitar esses salários atrasados. Eles temem que mais policiais militares de outros Estados vejam que a ação deu certo no Espírito Santo e repitam o fato onde atuam. Enquanto isso, mais uma vez, o povo sofre, morre e paga o preço.