Com o aumento do número de casos de febre amarela em todo o País, especialmente em Minas Gerais, onde a situação já foi classificada como "surto", a procura pela imunização contra a doença cresceu na região. Somente em Mogi das Cruzes, a quantidade de doses aplicadas em janeiro foi cerca de seis vezes maior que a média mensal registrada no ano passado.
De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, um levantamento prévio apontou que 1.089 mogianos se imunizaram contra a febre amarela no mês passado. Já em 2016, em média 180 vacinas eram aplicadas mensalmente.
Apesar da grande demanda, a pasta ressaltou que o estoque tem sido suficiente e já solicitou ao governo do Estado um reforço no abastecimento da vacina. Um novo lote deve chegar hoje ao município.
De acordo com o Ministério da Saúde, a imunização é recomendada para pessoas que vão viajar para áreas consideradas de risco, principalmente regiões silvestres, rurais ou de mata. A dose deve ser aplicada pelo menos dez dias antes da viagem. É importante ressaltar que Mogi, assim como as demais cidades do Alto Tietê, não é considerada área de risco. 
No município a vacina é ofertada em dias e locais alternados, conforme o quadro ao lado. Ontem as doses estavam sendo aplicadas na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Ponte Grande. No período da tarde, o local estava lotado e, em alguns casos, o tempo de espera chegou a duas horas e meia.
Entre os pacientes, estava o ajudante geral Paulo de Souza Pereira, de 45 anos, que está com viagem marcada para Minas Gerais. "Vou passar uns dias em Belo Horizonte, então não dá para arriscar. Antes de ir fiz questão de tomar a injeção. Assim vou ficar mais tranquilo", contou.
A preocupação é compartilhada com a técnica de enfermagem Denise Moura, de 46 anos, que tem como destino Fortaleza. "Eu já me vacinei então hoje não precisei tomar. Mas fiz questão de vir trazer as milhas filhas porque elas não tinham sido imunizadas. Agora a gente já vai sem medo, assim vamos aproveitar o passeio sem ficar se preocupando com a doença", comentou.
Contraindicação
A Secretaria Municipal de Saúde alerta que a vacina é contraindicada para crianças menores de seis meses, gestantes, mulheres amamentando até o sexto mês de vida do bebê e imunodeprimidos (pessoas com câncer, HIV ou em tratamento imunossupressores). Já os idosos a partir dos 60 anos devem passar por uma avaliação médica. Caso a vacinação seja indicada, o médico deverá emitir uma receita com a prescrição a ser apresentada na UBS.
A pasta ressalta que podem ocorrer reações como dor e vermelhidão no local da aplicação, febre, dor muscular, mal estar e dor de cabeça por até dois dias. Em casos mais graves, reações podem surgir até 21 dias depois.