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A equipe do Núcleo de Controle e Prevenção de Arboviroses utilizou pela primeira vez a lei de ingresso forçado para combate ao mosquito Aedes aegypti em um imóvel na Vila Oliveira. A vistoria foi realizada, pois denúncias de abandono foram feitas e o proprietário não foi localizado depois de algumas tentativas. A lei que permite aos agentes de saúde entrarem em residências desocupadas foi proposta pela Câmara Municipal, em dezembro de 2015, quando o município vivia uma epidemia de dengue.
Segundo a prefeitura, o dono do imóvel foi notificado 48 horas antes sobre o dia e hora da vistoria. Por não estar no local e nem entrar em contato, a ação foi realizada. O trabalho foi acompanhado por um chaveiro, que abriu o imóvel e depois trancou o local.
De acordo com o coordenador do Núcleo de Controle e Prevenção de Arboviroses, o médico veterinário Jefferson Renan de Araújo Leite, a 'entrada forçada' só é realizada depois de várias tentativas frustradas de entrar em contato com os proprietários dos imóveis. Nesses casos, a vistoria é realizada com a presença de um chaveiro, que abre o imóvel e fecha o prédio depois do serviço. A contratação do profissional foi feita por R$ 120 mil pela Prefeitura de Mogi, mas o chaveiro ganha apenas quando o atendimento é realizado. Cada trabalho sai por R$ 105.
Leite informou que durante a visita nenhuma larva foi encontrada, mas vestígios foram identificados. "Apesar da piscina estar com água esverdeada, não foram encontradas larvas do mosquito, apenas casca de pupa, o que confirma que já houve proliferação dele no local. O espaço foi tratado e outros pontos que tinham água parada receberam pastilhas larvicidas. Vamos tentar entrar em contato com o proprietário novamente para que ele mantenha as condições da piscina da melhor forma possível", disse.
O veterinário esclareceu que um desafio para o trabalho de prevenção da dengue ainda é a ausência de moradores para receber os agentes de saúde. Ele informou que foi concluído, na quarta-feira passada, a Avaliação de Densidade Larvária (ADL), que visitou cerca de 7 mil imóveis em vários bairros de Mogi, para levantar a situação da evolução do Aedes aegypti na cidade. Desse total, cerca de 50% dos imóveis não foram visitados, pois as casas estavam fechadas.
O coordenador esclareceu que, mesmo com o número alto de ausência, poucas são as casas que realmente estão abandonadas. "Quando o proprietário não está, deixamos uma notificação para ele entrar em contato e agendar a melhor data para voltarmos", afirmou. Os dados completos sobre as casas abandonadas, bairros que concentram o maior número de focos do mosquito e principais recipientes utilizados pelo Aedes aegypti, estarão no ADL, que será divulgado na próxima semana.
Prevenção
O especialista alertou que as pessoas continuem fazendo a prevenção contra o Aedes aegypti, que além da dengue, transmite a zika e chikungunya, além da febre amarela. O telefone do Núcleo de Controle e Prevenção à Dengue é o 4794 4343. A cidade já registrou 38 casos suspeitos de dengue em 2017, mas nenhum foi confirmado.
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