A Câmara de Mogi das Cruzes aprovou em sessão ordinária ontem o projeto de resolução número 2 de 2017, de autoria do vereador Caio Cunha (PV), que institui na cidade a Comissão Especial de Vereadores (CEV) da Tecnologia e Inovação. O grupo parlamentar foi constituído com o objetivo de discutir o planejamento e o desenvolvimento do município para fomentar ações inovadoras e empreendedoras.
Segundo a justificativa do vereador, Mogi ainda tem potencial para crescer no setor de inovação, embora já seja destaque em outros segmentos. "O município possui duas universidades privadas e uma faculdade tecnológica, além de diversas unidades de nível técnico, o que pode contribuir para o sucesso nesta área", afirma o parlamentar.
Caio Cunha lembra que Mogi já possui empresas com espaço na inovação e tecnologia, como as startups NutriSoft e Elefante Verde. A Comissão Especial funcionará por 180 dias e contará com três membros, com Caio Cunha na presidência. Os demais integrantes ainda serão nomeados.
Antonio Lino (PSD), presidente da Comissão Permanente de Indústria, Comércio e Relações do trabalho, também falou sobre o tema. "É muito importante a criação desta CEV e todas as iniciativas que tentem ampliar o emprego e a renda. Já houve outros resultados excepcionais na cidade em outras comissões. Na sexta-feira passada, fui conhecer o Parque Tecnológico de São José dos Campos. A Comissão de Indústria e Comércio e a CEV precisam caminhar juntas", disse.
Frota de ônibus
Também foi aprovado o requerimento de número 16 de 2017, do vereador Caio Cunha (PV), que solicita à prefeitura informações sobre a idade média dos ônibus das duas concessionárias do transporte coletivo. O parlamentar afirma ter recebido denúncias de que não estaria sendo respeitada a exigência de se manter em três anos a idade média dos coletivos em circulação. "Há contrato na Cidade que exige idade média para a frota. Obtive informações de que alguns ônibus já ultrapassaram essa idade, ou seja: o contrato não estaria sendo cumprido".
Samed
Funcionários públicos tornaram à Câmara na tarde ontem, com o objetivo de reivindicar o fim do reajuste nos convênios mantidos com a empresa Samed. O vereador Iduigues Martins (PT) retomou o tema. "As pessoas costumam ignorar o que sofrem os aposentados, que dedicaram 30, 40 anos de suas vidas, de sua saúde. Quando a pessoa pensa que vai descansar em paz, ela sofre este abuso, que é este amplo impacto. A maioria ganha R$ 1.200, R$ 1.700 e não R$ 20 mil. Tem gente que vai entregar o salário inteiro para o plano de saúde. Não podemos ficar parados", disse o petista.
Martins afirmou estar preocupado porque a Samed teria cancelado convênio com o Hospital e Maternidade Mogi Mater. "A Samed informou que não terá mais convênio para todos do Mogi Mater. A municipalidade é que vai acabar assumindo. Nossas servidoras terão filhos suzanenses".