O prefeito de Itaquaquecetuba, Mamoru Nakashima (PSDB), reconheceu que a rede municipal de Saúde do Município passa por dificuldades. A situação segundo ele é consequência principalmente da demanda de pacientes vindos de outros municípios, o que atualmente corresponde a cerca de 40% do total dos atendimentos realizados na cidade.
Conforme vem sendo noticiado pelo Grupo Mogi News, ao longo das últimas semanas os munícipes estão enfrentando dificuldades para encontrar medicamentos em algumas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), como a do Parque Marengo, por exemplo. Em outros locais, como a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas do Jardim Caiuby, há também falta de médico ortopedista e demora para conseguir realizar exames simples.
Questionado pela reportagem sobre a situação, Mamoru destacou que a Saúde itaquaquecetubense não está problemática, mas sim passando por dificuldades, assim como vem ocorrendo em outras cidades. "O problema não é Itaquá. Se a gente tá ruim como que mais 40% dos pacientes estão vindo de fora? Se tivéssemos só a função de atender os munícipes de Itaquá, estaria resolvido o problema. Nós temos dificuldades como todo mundo. Esse atendimento extra, gera uma demora no atendimento e onera a prefeitura. Se eu coloco dois médicos, vou ter que colocar quatro", comentou Mamoru.
Pró-labore
A falta de pagamento do pró-labore a policiais militares atuantes em Itaquá, também foi comentada pelo Tucano, que garantiu que a situação já foi "normalizada". Os valores que até então estava em débito, no entanto, não foram informados.
Conforme já havia sido noticiado pela reportagem, o benefício, que é adicionado mensalmente aos salários dos profissionais como forma de gratificação pelos trabalhos prestados ao município, não vinha sendo pago há três meses.
De acordo com o chefe-do executivo, o pagamento não foi realizado por completo, porém agora, os atrasos estão dentro do que já vinha acontecendo. Isso porque, segundo os reclamantes, até então os policiais ficavam até dois meses sem receber a gratificação. "O pró-labore já está em ordem. Está atrasado, mas vamos colocando em dia. Esse atraso sempre existiu, mas dessa vez passou um mês a mais", explicou o prefeito. (S.L.)