A Irmandade poderá reassumir a administração da Santa Casa de Suzano. O secretário de Saúde, Luis Cláudio Rocha Guillaumon, afirmou na tarde de ontem, durante audiência pública realizada na Câmara de Suzano, que convidará a Irmandade para uma reunião em breve para tratar sobre isso.
O assunto foi debatido após o integrante da Irmandade e último tesoureiro eleito do grupo, Julio Mayer, questionar o secretário sobre a situação da Santa Casa. "Na minha visão, a Irmandade tem que estar presente na administração da unidade", argumentou Guillaumon. O vereador Denis Claudio da Silva (DEM), o filho do Pedrinho do Mercado, solicitou ao chefe da pasta que os bairros Jardim Monte Cristo, Maria de Maggi e Jardim Imperador passem a contar com o Programa da Saúde da Família (PSF). O vereador Edirlei Junio Reis (PSD), o professor Edirlei, fez questionamentos relativos sobre marcação de consultas e exames; contratação de médicos e a Santa Casa. O parlamentar Lisandro Frederico (PSD) usou a palavra para apontar dados incorretos na prestação de contas. Segundo ele, no período analisado o centro de zoonoses de Suzano realizou a captura de pelo menos dois cães que foram sacrificados pelo departamento e não constam no relatório. "Sabemos que a eutanásia de animais nos centros de zoonoses deve seguir rigorosas regras, mas por não constar no relatório, se torna questionável o procedimento utilizado por Suzano" disse o parlamentar.
Tanto Denis quanto o vereador André Marcos de Abreu (DEM), o Pacola, solicitaram ao secretário previsão de entrega das unidades de saúde do Jardim Suzanópolis e Jardim Revista. Segundo Guillaumon, a prefeitura está analisando a parte burocrática para a retomada destas obras.
Finanças
A Câmara de Suzano também sediou ontem a audiência pública da Secretaria de Planejamento e Finanças que teve como objetivo a avaliação das metas fiscais do 3º quadrimestre de 2016, em cumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Entre os tópicos apresentados pelo chefe da pasta, Itamar Corrêa Viana, estava a informação de que o valor atual da divida ativa do município é de R$ 800 milhões e que a prefeitura estuda voltar com o projeto para vender áreas públicas (a gestão passada foi impedida pela Justiça).