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O Hospital Municipal de Mogi das Cruzes receberá hoje, às 9h30, em seu auditório, o prêmio "2020 Challenge Climate Champion Awards 2016", pela participação na campanha Desafio 2020 - a Saúde pelo Clima. A unidade é uma das seis em toda a América Latina a receber a premiação, conquistada pelo desempenho nas categorias "Energia Renovável" e "Resiliência Climática".
Além do hospital mogiano, único do Brasil com atendimento 100% SUS entre os premiados, estão Sírio-Libanês, Albert Einstein, São Luiz e a organização social SPDM (Associação para o Desenvolvimento da Medicina). Outro latino-americano, da Costa Rica, foi o equipamento de saúde Clínica Bíblica.
O prêmio é concedido pela Rede Global Green and Healthy Hospitals e pelo Projeto Hospitais Saudáveis após avaliação e reconhecimento pela participação na campanha Desafio 2020 - a Saúde pelo Clima, desenvolvida em 133 países, incluindo EUA, Canadá e continente europeu.
Apenas 28 instituições de saúde receberão o prêmio no mundo todo. Entre elas, referências internacionais como a Sustainable Development Unit do NHS (Reino Unido) e Kaiser Permanente (EUA).
Em Mogi das Cruzes, o reconhecimento é resultado da utilização da energia solar, por meio de 60 painéis solares, o que resulta em uma economia média mensal de 10% na conta de luz. O sistema é utilizado no aquecimento de água.
Dentre as outras ações em prol do clima, o hospital faz inventário anual com meta de 5% de redução na emissão de gases de efeito estufa e elabora plano para mitigar essas emissões até 2020. Além disso, ações de economia de energia, reuso de água, sistema ambientalmente correto de coleta de resíduos de serviços de saúde e a redução no uso de gases medicinais também fazem parte das ações de sustentabilidade do hospital mogiano.
O hospital foi planejado para manter o desligamento alternado de lâmpadas nos corredores e banheiros e conscientiza permanentemente sobre o uso desnecessário de elevadores, computadores e de ar-condicionado. Em 2016, as medidas foram responsáveis pela redução de 212 mil kWh de energia, em comparação com 2015, o que gerou uma economia de R$ 119,8 mil no gasto com conta de luz.
A instalação de dispositivos economizadores nos aparelhos sanitários, como arejadores e reguladores de vazão, e descargas com água da chuva, também contribuíram com a redução em 15% o consumo mensal, 589 m³, ou R$ 20,3 mil a menos de despesa. O sistema de reuso garante o armazenamento de 41 mil litros de água, o suficiente para utilização nos banheiros por quatro dias seguidos.
A unidade hospitalar segue ainda um plano de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. No ano passado a proporção de resíduos infectantes, com potencial de contaminação e degradação ambiental, caiu 7,39% comparada a 2015.
A economia de 226,5 mil folhas de papel para impressão no hospital municipal é outro fator de sustentabilidade. O uso racional resultou em redução de 16,5% do consumo médio (R$ 4,5 mil).
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