Cerca de 300 famílias selecionadas para morar no conjunto habitacional Manacá, na região do Porteira Preta, em Mogi, reclamam da demora para receber as chaves dos apartamentos. O empreendimento, cuja obra foi iniciada em 2013, foi construído por meio do programa Minha Casa, Minha Vida.
As famílias contempladas foram comunicadas em setembro do ano passado. Na ocasião, a expectativa era que o imóvel fosse entregue até dezembro, o que não se concretizou. "Durante a cerimônia, o então prefeito Marcos Bertaiolli (PSD) disse que não era para renovarmos os contratos de aluguéis porque até o fim do ano já estaríamos morando na casa nova. Muitos fizeram isso e agora não têm nem onde morar. Eu mesma estou há dois meses com o contrato de locação vencido", disse uma das selecionadas, que preferiu não se identificar.
Na mesma situação se encontra a autônoma Rosilania da Conceição Pereira, de 28 anos. "O contrato de locação venceu no mês passado. A proprietária do imóvel me deixou ficar até o fim deste mês. Eu tenho dois filhos em idade escolar. Meu medo é não conseguir vaga para eles, já que o ano letivo já está andamento", contou.
A principal queixa das famílias é a falta de informação. Isso porque, segundo as reclamantes, não há nem mesmo previsão de quando poderão se mudar para os apartamentos. "A gente liga na prefeitura e eles falam que será daqui seis meses, ou um ano. A justificativa agora foi que houve um problema no sistema de esgoto. Mas ainda faltam algumas etapas, até que a gente receba as chaves, como a vistoria do prédio e a assinatura do contrato, por exemplo".
Questionada pela reportagem, a administração municipal informou que, para que seja entregue, o empreendimento precisa de uma intervenção que amplie a capacidade da rede de esgoto local, de forma que toda a demanda de moradores seja atendida com a devida infraestrutura. "A prefeitura, por meio do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae), está em contato com a construtora em busca de uma solução", disse.
Embora não tenha estipulado nenhum prazo, ressaltou, por fim, que "tem discutido alternativas para que a construtora agilize a entrega das moradias", concluiu.